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21/03/2013 - G1 Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Empresários depõem no julgamento do caso Sanasa, em Campinas

Por: Leandro Filippi

Eles classificam acusações como 'inverossímeis' e 'inverdadeiras'. Réus respondem por susposta fraude em contratos públicos da cidade.

Funcionários e donos de empresas acusados de envolvimento no caso Sanasa foram chamados pelo juiz da 3ª Vara Criminal Nelson Augusto Bernardes, nesta quinta-feira (21), para depor sobre o suposto esquema de fraudes em contratos públicos de Campinas (SP).

A audiência, marcada para as 13h30, começou com 40 minutos de atraso, com a presença de 21 dos 22 acusados. Apenas o ex-presidente da Sanasa e delator do suposto esquema de fraudes, Luiz de Aquino, não compareceu. Ele não estava convocado pois já depôs. Outros dois empresários, que também já haviam dado depoimento ao juiz, foram à sessão de julgamento mesmo sem a obrigatoriedade.

O primeiro a ser chamado pelo juiz Nelson Augusto Bernardes para depor foi o ex-conselheiro da Sanasa, Valdir Boscato. O réu usou o direito de ficar em silêncio. Outros que ficaram calados foram os empresário Gregório Wanderley Cerveira e José Carlos Cepera, além dos acusados de serem os lobistas do suposto esquema, Emerson Geraldo de Oliveira e Mauricio de Paulo Manduca.

Funcionário da Camargo Corrêa, Dalton dos Santos Avancini depôs por cerca de 15 minutos. "Queria manifestar minha indignação com esse processo. As pessoas que me acusam eu tive raríssimos encontros”, disse o réu ao juiz. Questionado pelo magistrado sobre o motivo pelo qual havia sido acusado, Avancini afirmou acreditar que a razão seria a importância do cargo dele e da empresa na qual trabalha.

Outro réu interrogado foi Pedro Luís Ibraim Hallack, também da Camargo Corrêa. De acordo o acusado, as supostas fraudes ocorreram antes que ele entrasse na empresa. "Talvez por ter sido ultimo executivo da Camargo a conversar com esse senhor [Luiz de Aquino, ex-presidente da Sanasa e dalator do suposto esquema] meu nome tenha aparecido na denúncia", afirmou. A Camargo Corrêa participou da construção da Estação Anhumas.

Desentendimento

O empresário Luiz Arnaldo Pereira Maier, da Saenge, classificou as acusações como "inverossímeis". A empresa foi contratada pela Sanasa para serviços de água e esgoto no Parque Oziel. "Nem foi feita a licitação no período em que ele [Aquino] era presidente". Meier e o promotor Amauri Silveira Filho se desentenderam durante as perguntas formuladas pelo MP. Em relação à ex-primeira-dama Rosely Nassim Santos, apontada pelo MP como a chefe do suposto esquema, ele disse ter tido um "contato muito curto" com ela.

O sexto réu a ser chamado para depor na audiência, João Thomaz Pereira Junior, foi gerente comercial da Hydrax. Ele disse ter tido uma reunião com Aquino, classificada como "muito estranha". Segundo o acusado, quem o levou para conhecer o ex-presidente da Sanasa foi Emerson Geraldo de Oliveira, acusado de ter o papel de lobista no suposto esquema de fraudes.

Pereira Junior disse que as acusações contra ele não são verdadeiras e relatou ter tido "a vida totalmente destruída". Segundo ele, a Hydrax ganhou duas licitações feitas pela Sanasa.

Também empresário, Gabriel Gutierrez negou as acusações e disse achar “lógico” ter sido envolvido no caso pelo delator de um suposto esquema, por ter trabalhado muitos anos com a Sanasa. “Nunca tive nenhum pedido e nunca dei nenhum benefício ao Aquino”, falou o dono da Gutierrez Empreendimentos.

O último empresário que aceitou falar, João Carlos Gutierrez, disse que nunca teve contato com Aquino. "Nunca conheci e nunca fui procurado por nenhum dos envolvidos para dar ou receber nenhum dinheiro", disse.

Todos empresários e lobistas respondem por corrupção ativa. Além disso, Gabriel Gutierrez, João Carlos Gutierrez, João Thomaz Pereira Junior, Gregório Wanderlei Cerveira, Emerson Geraldo de Oliveira e Mauricio Paulo Manduca são acusados também de fraudes em licitação.

Audiências

A audiência desta quinta-feira é a oitava do processo. Nas sessões anteriores, foram ouvidas testemunhas de defesa e acusação, além de dois réus, Luiz de Aquino, e um dos sócios da Global Engenharia, Augusto Antunes, acusado de corrupção ativa. O pai dele, Alfredo Antunes, optou pelo direito constitucional de ficar em silêncio e não respondeu às perguntas do MP e do juiz Nelson Augusto Bernardes.

Entre as pessoas acusadas pela Promotoria estão empresários que tiveram contratos com a Sanasa, além de membros do alto escalão da Prefeitura durante as investigações, como a ex-primeira-dama de Campinas, o prefeito cassado Demétrio Vilagra (PT), o ex-secretário de Segurança Pública Carlos Henrique Pinto, o ex-secretário de Comunicação Francisco de Lagos e o ex-diretor de Controle Urbano, Ricardo Cândia.

Relembre o caso

O suposto esquema veio à tona em maio de 2011, quando 11 pessoas, entre elas secretários municipais e ex-diretores da Sanasa, chegaram a ser presas preventivamente durante uma operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime (Gaeco).

A suspeita de corrupção em contratos da autarquia motivou a abertura de duas comissões processantes na Câmara de Vereadores, em 2011. O então prefeito Hélio de Oliveira Santos foi cassado em agosto, enquanto que o vice, Demétrio Vilagra (PT), deixou o Executivo após sofrer impeachment em dezembro.

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