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31/10/2007 - Correio da Manhã Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Mais de 40 mil põem gasolina sem pagar

Por: João Mira Godinho e Teixeira Marques


Mais de 40 mil pessoas abastecem as viaturas sem pagar. Esta a estimativa da Associação Nacional de Revendedores de Combustível (ANAREC) para o ano de 2007, com base num inquérito feito aos seus associados.

A associação estima que cada fuga represente, em média, 30 litros de combustível que não são pagos. Feitas as contas, no final do ano, as gasolineiras vão ter prejuízos a rondar 1,5 milhões de euros.

A associação calcula que se atinjam, em concreto, as 40 542 fugas, número que representa um aumento de 20% relativamente a 2006 (30 975 fugas) e de 73% sobre 2005 (24 435 casos).

“É uma catástrofe”, admite ao CM o presidente da ANAREC, Augusto Cymbron: “Os números têm aumentado todos os anos e não há muito que possamos fazer para combater este fenómeno”.

O responsável revela que, nos últimos dois anos, “encerraram 144 postos de abastecimento”. E mais devem seguir o caminho.

“Para que se tenha uma ideia”, continua o presidente da ANAREC, “um posto de abastecimento tem de vender 4 mil litros para compensar as perdas com as fugas de condutores que não pagam”.

Lisboa prejudicada

A zona mais afectada pelo fenómeno é Lisboa, onde, com base no mesmo inquérito, este ano vão ocorrer cerca de 22 500 fugas (perto de metade do total nacional). E é também em Lisboa que se situam três dos seis postos mais atingidos pelo flagelo. No top há ainda uma bomba de gasolina do Porto, uma de Santarém e uma de Setúbal.

“O triste campeão deste campeonato tem, em média, 1,3 fugas por dia”, admite Augusto Cymbon, referindo-se ao posto mais afectado. “É em Lisboa, mas as petrolíferas não deixam que identifique”, acrescenta o presidente da ANAREC.

O silêncio é imposto, pois as grandes marcas temem “que seja um pau de dois bicos”, explica Augusto Cymbron. “Por um lado, a divulgação alerta para o problema mas, por outro, pode levar outras pessoas a fazerem o mesmo por pensarem que é fácil”.

UM CRIME DIFÍCIL DE COMBATER

A alimentar a proliferação das fugas sem pagar dos postos de combustível está a dificuldade em combater o crime.

Grande parte das estações de serviço adoptou o sistema de vigilância com câmara de vídeo, mas, “na maior parte dos casos, são utilizadas matrículas falsas”, reconhece Augusto Cymbron.

Alguns postos também optaram pelo pré-pagamento, mas “isso só é viável à noite”, diz ainda o presidente da ANAREC. “Se o fizessem durante o dia, as lojas que existem nos postos não vendiam nada porque as pessoas ou nem entravam ou não olhavam para os produtos”, explica.

Alguns responsáveis por postos de abastecimento até já optam por não apresentar queixa junto das autoridades, quer por existirem casos em que os condutores apenas atestam o carro com quantias pequenas, quer por adivinharem a falta de resultados da investigação.

As autoridades, no entanto, recomendam que a queixa seja sempre efectuada. “Mesmo que, por qualquer motivo, não se consiga identificar o condutor, é possível que se enquadre em alguma investigação ou se consiga estabelecer um padrão de comportamento que leve a uma detenção”, explicou ao CM fonte da GNR.

PORMENORES

INQUÉRITO

A ANAREC obteve os valores com base num inquérito feito aos associados. Os valores totais de 2007 são calculados com base nos casos registados durante o primeiro semestre do ano. A estimativa foi depois aplicada ao total de postos.

PARTICIPAÇÃO

Cerca de metade dos proprietários de postos de abastecimento existentes em Portugal são associados da ANAREC, o que corresponde a 1100 associados. Destes, apenas 14% responderam ao inquérito, o que o presidente da associação justifica com a “vergonha” por serem alvo constante deste crime.

ESTIMATIVA

Como o inquérito apenas corresponde a 7% do total de postos, os números avançados pela ANAREC são calculados com base numa estimativa a partir da amostra. Pedro Cymbron garante, contudo, que estes são os valores reais e acredita que até é possível que os números sejam mais elevados do que os calculados pela associação.

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