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18/03/2013 - G1 Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

MP pede a prisão da médica afastada por fraude no Samu de Ferraz

Também foi pedida liminar contra a decisão que liberou médica prisão. Tribunal de Justiça avalia pedido.

A promotora de Ferraz de Vasconcelos Aline Ferreira Juliete Cury pediu à Justiça a prisão da médica Thauane Nunes Ferreira nesta segunda-feira (18). Ela é suspeita de participar da fraude do ponto eletrônico no Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) da cidade. A promotora acredita que a médica possa atrapalhar as investigações. As informações foram divulgadas pela assessoria de imprensa do Ministério Público.

A médida foi presa em flagrante no dia 10 de março no momento em que marcava a presença de médicos usando dedos de silicone. Horas depois, a Justiça concedeu a liberdade provisória à médica. Por conta disso, a promotora de Ferraz também entrou com um pedido de liminar contra a decisão judicial. O Tribunal de Justiça avalia o pedido.

No pedido enviado à Justiça, a promotoria alega que o representante do Ministério Público, que estava de plantão na data em que foi concedida a liberdade, não chegou a ser consultado da decisão. Ainda no documento, consta o pedido de efeito suspensivo com o objetivo de cancelar o benefício concedido à médica. A promotora quer que ela volte à prisão até que o Tribunal de Justiça julgue a questão.

Advogado

O G1 entrou em contato, por telefone, com o advogado da médica, Celestino Gomes Antunes, por volta das 18h30. Ele atendeu e disse que se pronunciaria em 30 minutos. Depois do tempo combinado, ele não atendeu mais as ligações.

Entenda o caso

No dia 10 de março, a Guarda Municipal gravou imagens do momento em que a médica Thauane fraudava o sistema. Com a médica, foram apreendidos seis dedos de silicone e comprovantes impressos pelo equipamento que controla o horário dos funcionários.

Ela chegou a ser detida por falsificação de documento público, mas foi solta porque a Justiça concedeu um habeas corpus. Segundo a polícia, em seu depoimento Thauane contou como era o esquema e apontou que ele seria chefiado pelo então coordenador do Samu, Jorge Cury.

De acordo com o advogado Celestino Gomes Antunes, a cliente fazia a marcação de ponto de colegas "em função do emprego, era uma condição de contratação." Segundo o boletim de ocorrência, ela "confessou que fazia os registros em nome de médicos a mando do diretor Jorge Cury", segundo o boletim de ocorrência.

O secretário municipal de Segurança, Carlos César Alves, disse que os médicos do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) tinham que repassar o valor ganho pelos plantões não trabalhados ao coordenador da unidade, Jorge Cury. A vantagem dos profissionais seria a flexibilização da agenda para poder trabalhar em outros locais. “Cada médico que participava do esquema pagava R$ 1,2 mil por turno de 24 horas aos fins de semana para o Jorge Cury”. Alves ainda afirmou que o pagamento era feito por transferência bancária.

Jorge Cury disse no dia 10 que não tinha conhecimento das irregularidades e que foi surpreendido pela notícia. “Isso é um absurdo! Sou funcionário da prefeitura há 25 anos. Eu nunca soube disso. Passo no Samu todo domingo e nunca faltava funcionário. Hoje que não fui aconteceu isso.”

Investigações

Além do Ministério da Saúde, a Polícia Civil abriu dois inquéritos para apurar as fraudes: um específico para tratar do flagrante envolvendo a médica e outro para verificar como o esquema funcionava. O Ministério Público também investiga a fraude e na sexta-feira (15) ouviu o depoimento da médica Thauane. O ex-coordenador do Samu, Jorge Cury, também foi convocado, mas não compareceu porque estaria internado. Ele deve ser ouvido no dia 26 de março.

A Câmara de Ferraz de Vasconcelos abriu uma Comissão Especial de Inquérito para investigar as fraudes.

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