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04/03/2013 - Jornal da Madeira Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Ex-ministro grego condenado a oito anos de prisão e multa de 520.000 euros por corrupção


Um ex-ministro grego foi hoje condenado a oito anos de prisão, 520.000 euros de multa e confiscação de uma vivenda de luxo por não ter justificado a origem de rendimentos e a aquisição fraudulenta da habitação.
Akis Tsochatzopoulos, 73 anos, membro do Partido Socialista Pan-Helénico (Pasok) foi detido em abril de 2012 após diversas acusações de corrupção, incluindo má gestão de fundos públicos e encontra-se desde então detido na prisão de Korydalos, no Pireu.
Neste processo, o ex-ministro enfrentou as acusações de não ter declarado os seus rendimentos entre 2006 e 2009, como estão obrigados por lei todos os deputados e membros do governo. Os responsáveis políticos devem justificar a sua riqueza durante o período em que exercem um cargo, e ainda durante mais de três anos após concluírem as funções.
Um tribunal de Atenas considerou que Tsochatzopoulos não apresentou a justificação da origem dos bens com os quais adquiriu, através da sua mulher, uma vivenda de luxo numa das zonas mais caras de Atenas, e a forma fraudulenta como realizou a operação. A empresa vendedora era uma companhia com sede num paraíso fiscal e com o nome do próprio ministro.
Eleito ininterruptamente entre 1981 e 2007 como deputado do Pasok, Tsochatzopoulos, que foi fundador do partido, ocupou em diversas legislaturas as pastas das Obras Públicas, Presidência, Interior, Transportes, Defesa e Desenvolvimento.
Atualmente é ainda investigado por má gestão de fundos públicos, num processo relacionado com a aquisição de material militar a empresas alemães e russas, mas a um preço muito superior ao real.
De acordo com as autoridades judiciais, Tsochatzopoulos não declarou entre 1998 e 2002 rendimentos avaliados em 19 milhões de francos suíços e 1,75 milhões de dólares (um total de 17 milhões de euros) e “produto de subornos para a compra de vários sistemas de armamento”.
A mulher do ex-ministro, Viki Stamati, e a sua filha Areti também se encontram detidas por suposto envolvimento nestes negócios ilegais.
Numerosos responsáveis políticos gregos enfrentam acusações de corrupção. Em 27 de fevereiro, o antigo presidente da câmara municipal de Salónica, Vasilis Papageorgopoulos, 65 anos, foi condenado a prisão perpétua por desvio de fundos municipais avaliados em 51,4 milhões de euros.
No cargo entre 1999 e 2010, o tribunal concluiu que os fundos desviados também serviram para financiar de forma ilícita a Nova Democracia (ND), a formação conservadora que dirige o atual Governo de coligação.

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