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05/03/2013 - O Povo Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Informalidade facilita operação fraudulenta

Gerente do BB de Acopiara é preso acusado de desviar dinheiro de clientes. Fraude pode chegar a R$ 3,2 mi.

Grande parte das operações financeira era feita sem qualquer comprovante. A confiança era tanta que até transferências foram realizadas por telefone. Porém, essa sensação de segurança acabou escondendo a prática de operações irregulares na agência 0700-5 do Banco do Brasil, em Acopiara (345 quilômetros de Fortaleza). Fraudes que, até agora, podem somar R$ 3,2 milhões, segundo as queixas registradas na Delegacia da Polícia Civil daquele município.

A maior vítima do golpe é um dos primeiros clientes da agência, inaugurada em 1969. O funcionário aposentado da Secretaria da Fazenda e empresário do agronegócio mantinha uma conta e uma poupança para suas transações. O nome da vítima foi preservado a pedido do filho que pediu também pra não ser identificado.

“Percebemos seis empréstimos no nome do meu pai, uma outra conta aberta, cheques utilizados em duplicidade, saques na boca do caixa e depósitos em outra contas não reconhecidas”, revela. No total, os furtos mediante fraudes chegam a R$ 1,2 milhão e ocorreram desde 2009, segundo o filho do cliente.

“O meu pai não tinha preocupação, porque ele dizia que tinha o banco como a própria casa dele, que ele tinha toda a segurança”, conta, afirmando que o pai nunca possuiu cartão de crédito nem costumava fazer saques. Só fazia pagamento mediante cheque.

O então gerente da carteira de pessoas físicas, Cleones Cézar Bezerra Piancó, foi indiciado pelos crimes e está preso em Acopiara desde 23 de fevereiro. Conforme o delegado do caso, Luiz Gonzaga Soares Neto, há outros dois indiciados, um homem e uma mulher, que podem ter a prisão decretada em pouco tempo.

O caso do proprietário de terras é ícone dos golpes que vitimaram lá, até agora, 46 pessoas. O perfil dos clientes fraudados é semelhante, conta o delegado. São empresários ou micro empresários, com maior poder aquisitivo e que mantinham confiança irrestrita no ex-funcionário preso.

Cleones é acusado de peculato eletrônico; furto mediante fraude; falsidade ideológica e formação de quadrilha, informa o delegado Luiz Gonzaga.

Auditoria

O Banco do Brasil, por meio da sua assessoria de imprensa, informou que instaurou auditoria interna para apuração dos fatos, cujo processo encontra-se em fase de conclusão.

“Concomitantemente à apuração interna da conduta do funcionário, o Banco está analisando individualmente cada cliente que teve sua conta bancária envolvida na fraude e providenciará, após comprovação, o ressarcimento de eventuais prejuízos que estejam sob responsabilidade do Banco.”

Renato Mendonça, advogada vítima que sofreu maior perda, ressalta que seguirá nos procedimentos administrativos até a próxima semana. Caso o banco não resolva a situação, prometeu ingressar com ação judicial conta a instituição financeira.

O POVO não conseguiu contato com o advogado do ex-funcionário acusado das fraudes até o fechamento desta edição.

Como

ENTENDA A NOTÍCIA

Para qualquer operação realizada pelos bancos, a orientação é de solicitar comprovante formal, impresso ou eletrônico. Confiança na instituição deve existir, mas com acompanhamento das operações.

Bastidores

O então gerente de pessoas físicas da agência do Banco do Brasil de Acopiara, Cleones Piancó, sofreu um acidente de carro em dezembro de 2012. Ainda sem saber que seria a maior vítima das fraudes atribuídas a Cleones, um cliente do banco solicitou ao filho que visitasse Cleones no hospital em Fortaleza. Também sem saber das fraudes, o filho visitou o gerente e se disponibilizou em ajudar no que fosse preciso. Poucos dias depois, a suspeita era de que Cleones teria tentado suicídio e que o acidente teria sido provocado por ele mesmo.

O POVO apurou que outras pessoas influentes na cidade estão sendo investigadas pela Polícia. Para as investigações, funcionários do BB foram ouvidos pela Polícia.

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