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27/02/2013 - G1 Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

EG afasta dois servidores após denúncias de fraude em concursos

Por: Paula Resende e Elisângela Nascimento

Candidatos fizeram protesto; reitor diz que sindicância vai investigar o caso. Sete exames elaborados pela instituição foram cancelados, em Goiás.

A Universidade Estadual de Goiás (UEG) afastou dois servidores da instituição, após as denúncias de fraude em provas de concursos públicos do governo do estado elaboradas pela instituição. A informação foi dada pelo reitor da UEG, Haroldo Reimer, em entrevista coletiva na manhã desta quarta-feira (27), em Goiânia. As suspeitas de irregularidades esta semana já levaram ao cancelamento de sete concursos, além da suspensão do exame para agente da Polícia Civil, que seria realizado no domingo (3).

O reitor Haroldo Reimer afirmou que foi aberta uma sindicância para investigar a suspeita de fraude nesses processos seletivos. Ele adiantou que quem desistir de fazer os novos exames pode pedir a devolução do dinheiro pago na inscrição do concurso. As novas provas, contudo, ainda não têm data para a realização. Revoltados com a situação, candidatos realizaram um protesto nesta manhã contra as denúncias, na sede do Ministério Público de Goiás (veja vídeo abaixo).

Apesar das medidas anunciadas pela UEG, o reitor acredita que não houve má-fé na elaboração dos gabaritos, que tinham apenas duas sequências de letras, que se repetiam até completar as 100 questões. Ele ressalta que houve "excesso de zelo". "A simples existência de uma sequência de letras não é prova de fraude. Fica ao nível de uma questão técnica. Como eu disse nessa expressão, foi por conta de um capricho em colocar esse padrão pra não fazer a repetição em questões imediatamente sequenciais", ressalta.

Segundo o reitor, o início dos problemas coincidiu com a chegada de um novo coordenador acadêmico, responsável por embaralhar as questões das provas. A instituição preferiu não divulgar o nome do servidor, que ficará afastado do cargo durante a investigação do caso. A outra funcionária afastada é a diretora do Núcleo de Seleção, Eliana Nogueira.

O G1 tentou falar com ela, mas as ligações não foram atendidas. Em entrevista ao G1, na segunda-feira (25), Eliana Nogueira, concordou que há no gabarito um padrão que precisa ser apurado: "É uma sequência muito evidente".

A Secretaria de Gestão e Planejamento (Segplan) anunciou o cancelamento dos concursos para os cargos de escrivão e de delegado substituto da Polícia Civil de Goiás e para os cargos de soldado e oficiais da saúde e cadete da Polícia Militar, na segunda-feira. A medida atingiu 76.694 candidatos inscritos.

Um dia depois, foram anulados ainda os exames para o cargo de pesquisador do Instituto Mauro Borges (IMB) e o processo seletivo para professores e servidores da Secretaria de Ciência e Tecnologia (Sectec). O motivo foi o indício de irregularidade nas provas objetivas semelhante ao encontrado nos exames cancelados dos concursos das polícias Civil e Militar. Ainda na terça-feira (26), por precaução, o governo decidiu suspender também a prova para agente de polícia 3ª classe, que estava marcada para o próximo domingo.

Protesto

Enquanto o reitor concedia entrevista coletiva, nesta manhã, candidatos aprovados na primeira etapa do processo seletivo para soldado da Polícia Militar de Goiás protestavam contra a anulação do exame, em frente à sede do Ministério Público de Goiás.

Usando narizes de palhaço, eles disseram que estão indignados com a anulação do processo seletivo. "Não acho justo a gente pagar por esse erro", ressalta a candidata Dircélia Oliveira, em entrevista à TV Anhanguera. Segundo os protestantes, eles já estão se preparando para fazer a prova física da seleção para soldado da PM. “Foi a primeira prova, não há o que se falar em gabaritos iguais”, defende o manifestante Denis silva.

O Ministério Público instaurou inquérito civil público para apurar se houve ou não a fraude nos exames ainda na segunda-feira. A promotora que cuida do caso, Sandra Mara Gardelini, afirmou que a sequência de respostas apresentada demonstra que há algo errado. "Se houve falha, foi muito grosseira", ressaltou. Ela comentou ainda que o MP-GO pode pedir que os novos concursos sejam elaborados por outra banca. "Nesse ponto, o que se está discutindo é a licitude do concurso público", pondera a promotora.

Sequência repetida

Os gabaritos das provas objetivas canceladas dos concursos para as polícias Civil e Militar em Goiás tinham apenas duas sequências de letras, que se repetiam até completar as 100 questões. A denúncia foi feita por candidatos ao Ministério Público de Goiás e nas redes sociais, logo após a divulgação do resultado preliminar pela UEG, na segunda-feira. Segundo os candidatos, ao analisar concursos anteriores da área de Segurança Pública, foi constatado o mesmo problema.

A denúncia de fraude envolvendo os exames começou quando candidatos ao cargo de delegado fizeram uma campanha na internet reclamando da sequência numérica e de letras, que se repetia. “Fraude delegado PCGO! Para passar bastava decorar duas sequências de letras”, era o que trazia um dos posts nas redes sociais (veja imagem abaixo).

A prova A de delegado, por exemplo, tinha uma sequência de letras nas questões de 1 a 10 e outra na de 11 a 20. Depois, a mesma ordem se repetia, até completar as 100 questões objetivas, num total de 5 repetições cada. As provas B, C e D apresentavam o mesmo esquema da prova A. “A prova do tipo A que teve no domingo retrasado para escrivão é do mesmo tipo do tipo B para delegado”, afirma uma das inscritas no processo seletivo.

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