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26/10/2007 - Gazeta Online Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Golpista ameaça exportador de café e exige R$ 1 milhão


Durante quase dois meses e meio, a família de um dos maiores empresários exportadores de café do Estado conviveu com uma rotina de medo e tensão: ameaças de morte e seqüestro eram feitas às vítimas com a exigência de pagamento de R$ 1 milhão em dinheiro para que não fossem concretizadas. As informações estão publicadas no Jornal A Gazeta desta sexta-feira (26).

Ontem (25), essa angústia foi interrompida, com a prisão do suspeito de extorsão Cleo Gilberto Fabris, de 48 anos, localizado pela Delegacia Anti-Seqüestro (DAS) no bairro Olaria, em Guarapari.

O nome do empresário não está sendo divulgado por medida de segurança. Cleo, que é de São Paulo e diz ser comerciante, teria planejado o crime após ler uma reportagem sobre o desempenho das empresas no Estado. E decidiu agir.

Para tanto, teria buscado informações sobre a estrutura da empresa, a composição acionária, e outros dados do empresário junto a órgãos de registro empresarial no Espírito Santo. Além disso, conseguiu reunir informações sobre a rotina do empresário e também de seus familiares, identificando nome de pessoas, marca, modelo e placa dos veículos usados pelas vítimas, endereços residenciais e o número dos telefones celulares delas.

Segundo o escrivão da DAS Murian Rocha, Cleo começou a fazer ameaças por telefone, cartas, faxes, e-mails e até por meio de mensagens de texto para os telefones celulares de alguns membros da família, mas, principalmente, para o empresário patriarca da família ameaçada.

Bomba

Por diversas vezes, Cleo teria ameaçado explodir o carro das vítimas com uma bomba, seqüestrar ou assassinar algum membro da família ou incendiar imóveis da vítima. Ele exigiu que o empresário pagasse R$ 1 milhão para evitar os crimes.

"Desesperado, o empresário procurou a DAS dias após ter recebido a primeira ameaça. Começamos as investigações e constatamos que o suspeito era profissional. A equipe de policiais passou mais de dois meses em trabalho intenso, nos finais de semana e até em feriados, para tentar localizar o suspeito", afirmou Rocha.

Cleo só foi identificado pela Polícia Civil na noite de quinta-feira. O delegado Celso Felipe Ferrari conseguiu um mandato de prisão temporária para o suspeito, que foi cumprido na manhã de ontem. Ele foi preso na frente de dois filhos.

Cleo confessou o crime e disse que agiu sozinho na extorsão. Após prestar depoimento, foi levado para o Presídio de Novo Horizonte, na Serra. Se for condenado pelo crime de extorsão, Cleo pode pegar de quatro a dez anos de prisão.

Ameaças começaram em agosto

Após as primeiras ameaças, ocorridas ainda em agosto deste ano, o suspeito de ameaçar o empresário do ramo de exportação de café exigiu que R$ 1 milhão fossem entregues a ele. De acordo com a polícia, Cleo Gilberto Fabris teria ordenado que o empresário pegasse o dinheiro e chamasse um táxi qualquer. A vítima teria obedecido à ordem. O empresário teria ficado rodando pelas ruas da Grande Vitória no veículo. "Do nada, o suspeito desconfiou que a polícia estava acompanhando o empresário. Então, desistiu de dizer onde seria feita entrega do dinheiro", disse o escrivão Murian Rocha. A DAS vai investigar se outras pessoas participaram do crime.

Ameaças eram feitas por fax, e-mails e até por torpedos

Familiares do empresário extorquido afirmaram ontem que as ameaças foram feitas de várias formas: torpedos SMS para telefones celulares, e-mails, fax, telefonemas e até cartas.

As mensagens com as ameaças eram feitas a vários membros da família, em várias partes do Estado.

Um dos familiares chegou a receber um fax com ameaças, ao chegar em uma cidade do interior do Estado, para onde viajara. Eles acreditam que o acusado de extorsão não seja um bandido comum, e sim um especialista.

O suspeito, de acordo com a polícia, consegue agir de forma envolvente, o que pode ter facilitado o acesso do acusado Cleo Gilberto Fabris a informações privilegiadas sobre a rotina das vítimas.

Os familiares ressaltaram a eficiência do trabalho da Delegacia Anti-seqüestro na solução do caso.

"Queremos agradecer ao delegado Celso Felipe Ferrari, ao policial João Marcelo, que tiveram contato mais freqüente conosco, e também aos outros policiais da delegacia como todo, pelo trabalho realizado", disse um parente do empresário.

Período

72 - Foi esse o número de dias que Cleo Gilberto Fabris passou fazendo ameaças às vítimas. Ele mandava mensagens por torpedos celulares, e-mail, fax e telefonemas.

O perfil do acusado

Nome. Cleo Gilberto Fabris
Idade. 48 anos
Profissão. Comerciante
Residência. Olaria, em Guarapari. Ele vive no local há três anos, mas sempre viaja para São Paulo e Rio de Janeiro
Família. Ele tem três mulheres e 10 filhos, segundo a polícia
Pena. Ele já ficou preso um ano e seis meses por estelionato em São Paulo

Paulista usava luvas para dar telefonemas e escrever cartas

O comerciante Cleo Gilberto Fabris, 48 anos, suspeito de extorquir um empresário do ramo de café, usou de vários artifícios para não ser identificado ou preso. Ele chegou a admitir aos policiais da Delegacia Anti-Seqüestro (DAS) que acreditava que não seria localizado. "Ele nos perguntou várias vezes como foi que nós chegamos até ele, pois ele não acreditava", disse o escrivão Murian Rocha, da DAS.

Segundo a polícia, Cleo teria usado luvas para montar as cartas com ameaças, de forma a não deixar as impressões digitais no papel. Ele usava as luvas também para manusear os telefones celulares que utilizava para tentar extorquir a família.

Cleo teria usado cinco linhas diferentes de telefone celular, para fazer as ameaças. Não foi apenas o empresário quem recebeu telefonemas e cartas. Outros parentes dele também foram ameaçados diretamente pelo suspeito.

"Era uma estratégia para mostrar que ele tinha informação sobre a família", afirmou o escrivão. Cleo freqüentou lan houses em Guarapari, onde mora há três anos, para enviar os e-mails.

Cleo já esteve preso durante um ano e meio por estelionato, em São Paulo. A DAS espera resposta da polícia paulista para saber se o suspeito tem outras passagens pela polícia, por crimes diversos.

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