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14/02/2013 - Público.pt - Última Hora Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Pode saber de onde vem o bife, já o hambúrger é um mistério

Por: Clara Barata

Países da UE estudam mudança na etiquetagem da carne. Crise económica fez disparar abate de cavalos.

Se comprar bifes de vaca no supermercado, algures tem de haver uma etiqueta a dizer de que país vem a carne. Se não é portuguesa, é provável que venha da Irlanda ou da Polónia, por exemplo. Mas se comprar hambúrgueres, ou até uma lasanha pré-cozinhada congelada, a norma europeia adoptada após a crise das vacas loucas não obriga a mencionar a origem da carne nos produtos transformados. Apenas na carne fresca. A mudança dessa regra está a ser discutida pelos países da União Europeia afectados pela fraude da carne de cavalo nos pratos ultracongelados.

Ontem houve uma reunião informal em Bruxelas dos 16 países afectados pela crise da carne de cavalo encontrada em grandes quantidades em comida congelada - da marca Findus e não só - cujas etiquetas dizem ser apenas de vaca, mas o caso vai ser discutido de forma mais aprofundada no próximo Conselho de Ministros da Agricultura da UE, a 25 de Fevereiro.

Estão em estudo alterações nos testes aos alimentos e também na etiquetagem dos produtos. Algo complicado, uma vez que a origem dos ingredientes dos pratos processados pode mudar diariamente, dizem os fabricantes.

Os governantes reconhecem, no entanto, que podem ser necessárias medidas drásticas para restabelecer a confiança dos consumidores. Há empresas francesas envolvidas no escândalo, e foram encontrados produtos adulterados com carne de cavalo em supermercados nacionais, pelo que o Presidente francês, François Hollande, não hesitou em reclamar "sanções administrativas e penais, se o caso o justificar". Há uma investigação oficial a decorrer em Paris sobre o caso - que o ministro do Consumo, Benoît Hamon, não hesitou já em classificar como uma fraude -, e os resultados serão divulgados esta manhã.

No Reino Unido, onde primeiro foram detectadas as lasanhas Findus que deviam ser de carne de vaca, mas que tinham 100% de carne de cavalo, decorre outra investigação. Na terça-feira foram apreendidos carne e documentos num matadouro e numa fábrica de processamento e preservação de carnes no Norte de Inglaterra e no País de Gales.

Abate aumenta em Portugal

Enquanto não se deslindam os contornos mais precisos do que pode ser uma rede organizada, revela-se uma consequência até agora pouco referida da crise económica e financeira que começou em 2008: se os anos de prosperidade anteriores tinham feito prosperar a paixão dos humanos pelos cavalos, a falta de dinheiro que se seguiu conduziu-os aos matadouros em números recordes.

Foi o que aconteceu na Irlanda, o país europeus com mais cavalos puro-sangue, relata o Financial Times: no ano passado, foram abatidos dez vezes mais cavalos do que em 2008. Em números absolutos, 25 mil cavalos foram enviados para matadouros registados, quando em 2008 apenas pouco mais de 2000 tiveram esse destino.

Portugal não ficou de fora dessa tendência: se em 2010 apenas 768 cavalos foram abatidos, em 2012 quadruplicou para 3178, segundo números fornecidos pelo Ministério da Agricultura, Mar, Ambiente e Ordenamento do Território (MAMAOT). Foi no Norte do país, sobretudo, que os cavalos foram enviados para abate: 312 em 2010, e 2345 em 2012. Em 2013, já foram abatidos 507 animais (436 em Janeiro e 71 em Fevereiro).

O destino das carcaças, no entanto, não é o mercado nacional, diz o gabinete de imprensa da ministra Assunção Cristas, mas sobretudo Espanha. "Não foi detectado, até ao momento em Portugal, nenhuma situação semelhante ao observado em outros países", diz um comunicado do MAMAOT. "Estamos perante um crime de fraude económica, quer quanto à origem, quer quanto à composição do produto, bem como quanto à sua rotulagem. A carne de cavalo não representa nenhum risco para a saúde pública."

A Roménia, o segundo país mais pobre da UE, com uma agricultura pouco mecanizada e onde o cavalo ainda desempenha um papel fundamental nos campos, é apontada como a origem da carne de cavalo que está a surgir indevidamente nos produtos congelados. Quando um cavalo chega ao fim da sua vida útil a puxar o arado ou uma carroça, o matadouro é o seu destino, relata uma reportagem da Reuters.

Nos dois matadouros romenos apontados como suspeitos - um deles, propriedade do irmão de um ministro -, contudo, nega-se que tenha havido qualquer crime.

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