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20/10/2012 - Diário do Vale Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Cédulas falsas deixam população em alerta

Por: Wellington Silva


Volta Redonda

Os recentes casos de circulação de cédulas falsas na cidade têm deixado comerciantes e consumidores preocupados. Os casos já identificados pela polícia aconteceram nos bairros Santo Agostinho e Jardim Belmonte. De acordo o delegado da Polícia Federal Rodrigo Soares Valente, a falsificação é crime grave, investigado pelos órgãos de segurança federal e civil.

Com a proximidade das festas de fim de ano, que aquecem o movimento no comércio, a população fica ainda mais alerta.

- A falsificação de cédulas de boa qualidade, quando aplicada em grandes quantidades, é tratada como penalidade grave. As suas implicações constituem crime federal inserido no artigo da Constituição - pontuou.

Base fundamental da economia, o dinheiro representa a estrutura de sustento de todos os estabelecimentos comerciais. Por este motivo, dúvidas em sua legitimidade causam graves problemas. De acordo com a gerente comercial de uma loja de roupas localizada na Avenida Amaral Peixoto, Raquel Lima, todo cuidado é pouco nos dias de grandes movimentos.

- Muitas vezes, na correria diária ou em uma troca de dinheiro, deixamos de conferir detalhes que farão a diferença na hora do fechamento diário de caixa - explicou.

Rodrigo Valente ainda informou que é de extrema importância que a população se informe por meio de sites ou em suas próprias agências bancárias sobre os cuidados a serem tomados na recepção e comercialização de notas.

Cuidados com valores mais altos

Muitas pessoas correm o risco de ter em seus próprios bolsos o dinheiro falso. De acordo com o delegado titular da 93° DP (Volta Redonda), Antônio Furtado, o alvo principal dos falsificadores são as notas de R$ 50 e R$ 100. Ele informou que estas representam, em índices de vendas, os maiores valores circulantes dentro dos estabelecimentos comerciais.

- Pessoas criminosas, na maioria das vezes vindas de outras localidades, aproveitam o intenso movimento do comércio para colocar no mercado um número expressivo de notas falsas. O importante é fazer a denúncia sem alarde aos órgãos de segurança no momento em que o passador entregar as notas - revelou o delegado.

Sem perceber, um grande número de pessoas recebe notas falsas. No intuito de movimentar o dinheiro sem valor, acabam tentando repassar o dinheiro - o que também constitui crime.

- É preciso que a população crie a prática de conferir com maior atenção o dinheiro recebido, porque tentar repassar o dinheiro falso, mesmo sem querer, constitui crime federal com pena de até dois anos - explicou o professor de direito Jardel Ferreira Junior.

Redução no prejuízo

A Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Volta Redonda procura sempre orientar proprietários e funcionários de estabelecimentos sobre os perigos de cédulas falsas como moeda corrente, realizando palestras e cursos com este fim.

De acordo com o presidente do CDL, Cesar Abrantes, existem normas preventivas que, se forem seguidas pelos comerciantes, evitam em até 50% o prejuízo causado com a falsificação de cédulas.

- Procuramos, além dos cursos e palestras, orientar os donos e funcionários de estabelecimentos comerciais a colocarem de forma clara e informativa os cuidados a serem tomados na hora de conferir o dinheiro recebido - apontou o presidente.

O proprietário de uma loja de artigos de informática localizada na Vila Santa Cecilia orienta constantemente seus funcionários como proceder nos casos de conferência de dinheiro.

- Não é vergonha conferir na frente do cliente a marca e a espessura da cédula. Isto prova que existe preocupação com o estabelecimento e também com o cliente - falou.

Tempo de reclusão pode chegar a 12 anos

Falsificar, fabricar ou alterar cédulas ou moedas é crime previsto no artigo 289 do código penal. De acordo com suas sanções, a pena de reclusão pode variar de três a doze anos reclusão seguida de multa.

Estará sujeito à mesma pena quem adquirir, vender ou repassar cédulas falsas. Na lei, existem as penas sancionadas no artigo 171, que constituem crime de estelionato com pena de reclusão de um a cinco anos, quando o cidadão é pego tentando repassar cheques ou cartão de crédito clonados ou roubados.

- O crime de estelionato é efetuado quando o indivíduo, usando de má fé, procura obter vantagem financeira causando prejuízo alheio. Os comerciantes e a população em geral devem ficar atentos a esta prática crescente - revelou o advogado criminalista Sandro Juarez.

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