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16/08/2012 - G1 Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

"Ele criou uma rede que eu não conseguia sair", diz vítima de abuso

Por: Carolina Teodora e Renato Ferezim

Acusado de vários crimes contra mulheres foi preso em São José. Para psicóloga, fragilidade de mulheres facilita ação de criminoso.

O que faz uma mulher deixar o emprego, assinar promissórias e depositar o próprio salário e rescisão na conta bancária do namorado? E até onde pode chegar a ousadia de um criminoso?

Nesta quinta-feira (16), o G1 entrevistou mais uma vítima de abusos sexuais que acusa Ricardo de Almeida Vasconcelos pela prática dos crimes.

Ela conta que o acusado, de 35 anos, se apresentou como advogado e aparentava ser uma pessoa simpática e inteligente.

"Ele foi criando uma rede que eu não conseguia sair. Ele me fez colocar o filho em uma escola onde trabalhava uma prima dele, ficou amigo da minha mãe. Depois de um tempo ele foi ficando violento, me controlando. O carnê do IPTU ele não deixava eu pegar para pagar. O dia que eu tentei, ele me bateu", conta.

Em pouco tempo começaram as agressões.

"Ele me estuprou na frente do meu filho de dois anos, me fez assinar notas promissórias no valor de R$ 30 mil e depois protestou. Eu tive que vender meu apartamento para pagar e mudei de cidade. Ele colocou um detetive atrás de mim e me achou", diz a vítima.

Além desta acusação, outras sete mulheres teriam sido vítimas do homem nos últimos dez anos. Todas se encaixam em um perfil: recém-separadas e com um bom emprego. Na descrição das vítimas, o acusado criava uma rede em torno delas.

Para a psicóloga Mariana Vilela Abrantes, 36 anos, especialista em saúde mental da Universidade de Taubaté (Unitau), todas as mulheres são potenciais vítimas desse tipo de crime em razão da alta capacidade de persuasão do acusado.

“Ele é um psicopata experiente e inteligente. Todas as mulheres correm o risco de cair nesse tipo de golpe, mas as que estão passando por um momento frágil correm um risco maior”, afirmou Mariana ao G1.

Segundo ela, é muito importante ter calma no início de uma relação amorosa para não se envolver com muita intensidade sem conhecer o novo parceiro. “Também é importante evitar envolver dinheiro na relação e ir aumentando a intensidade da relação aos poucos”, disse.

Perfil

Inteligente e bem relacionado, o acusado escolhida sempre o mesmo perfil de vítima – mulheres com mais de 30 anos de idade, recém-divorciadas e bem-sucedidas profissionalmente.

Vizinhos contaram ao G1 que o suspeito, que tem 35 anos, era uma pessoa fácil de conviver até 2000, quando tinha 23 anos de idade. Desde então, ele se tornou uma pessoa arredia, que tratava mal os funcionários do prédio e vivia sendo procurado na portaria por dar calote e se envolver em brigas em bares e boates.

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