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09/02/2013 - Jornal Nova Fronteira Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Acusado de integrar quadrilha que desviou R$ 2 milhões usando sites falsos é preso em Barreiras


O suspeito foi preso no centro de Barreiras na tarde de ontem, 8, por policiais que compõem a equipe do delegado Joaquim Rodrigues na 1ª Delegacia do município. Estes começaram a procurá-lo a partir de uma informação da Delegacia Estadual de Crimes Contra o Consumidor de Goiânia/GO, dando conta que ele estaria em Barreiras.

Washington Marques Carneiro, 35 anos, foi apontado em matéria exibida pelo programa “Fantástico” da rede Globo de televisão, em novembro de 2012, como chefe de uma quadrilha que fraudou milhares de pessoas no país inteiro, comercializando produtos pela internet que não eram entregues aos consumidores. O grupo usava sites falsos.

Segundo a polícia Civil, sete pessoas faziam parte do esquema da venda pela internet, em que os clientes pagavam, mas não recebiam o produto. Em trabalho conjunto com a polícia civil do Tocantins a quadrilha foi desbaratada e seis dos integrantes foram presos em novembro de 2012 e indiciados por formação de quadrilha, estelionato e falsidade ideológica. Apenas Washington estava foragido.

Ao ser interrogado no Complexo Policial de Barreiras, ele disse que se envolveu na fraude através do convite de um amigo que reside em Guanambi/BA, sua terra natal e foi usado como laranja. “Este me ofereceu 5% do valor das vendas, no entanto, eu teria que disponibilizar a minha conta bancária para que o dinheiro caísse nela, mas achei que fosse algo legal”. Na ocasião, segundo o mesmo, morava na cidade de Formosa/GO, onde diz que possuía um restaurante e vendia roupas.
Atualmente estava morando com um colega na cidade de Barreiras. Afirma ter como prova de que a acusação feita contra ele não condiz com a realidade, a atual situação em que vive. “Não tenho dinheiro ao menos para pagar um advogado e estava vivendo de favor nesta cidade”, ressalta.

Em Goiânia, durante a investigação que durou aproximadamente quatro meses, a polícia bloqueou não só a conta de Washington, mas de empresas e de outras pessoas vinculadas a elas a quantia R$ 607 mil. O esquema, de acordo com a polícia também envolvia lavagem de dinheiro e chegou a desviar R$2 milhões.

Antes que fossem sacados pelos verdadeiros beneficiários, os valores eram transferidos entre pessoas jurídicas em nomes de diversas empresas fantasmas.

Em poder dos indiciados os policiais encontraram computadores e outros equipamentos utilizados para lesar as vítimas. Os criminosos possuíam fotos e vídeos apreendidos pelos investigadores empinando motocicletas esportivas, deitados sobre notas de R$ 100 e até em voos de helicóptero. Seis carros foram apreendidos; entre eles, um Mercedes C-180 comprado possivelmente com o dinheiro das pessoas enganadas em todo país.

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