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25/10/2007 - Jornal da Cidade de Bauru Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Alerta de banco não impede o golpe do bilhete premiado

Por: Ieda Rodrigues e Thatiza Curuci


O poder de convencimento dos estelionatários, que encenam ser pessoas simples com dificuldade de receber o dinheiro de um bilhete da loteria premiado, é tão grande que, muitas vezes, nem o alerta do banco onde a vítima vai tirar o dinheiro para dar ao golpista como garantia é suficiente.

Após dois golpes do bilhete terem sido registrados em Bauru anteontem, quando uma mulher de 62 anos perdeu R$ 4 mil e outra de 79 anos entregou R$ 30 mil a golpistas, o Jornal da Cidade procurou instituições bancárias para saber como é o procedimento na hora de liberar o saque ao correntista: o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal, assim como a Federação Brasileira dos Bancos (Febraban), garantiram que seus funcionários estão orientados a alertar o correntista sobre o risco de sacar altas quantias em dinheiro.

A orientação dos bancos é para que os clientes prefiram outra modalidade de transação financeira, como transferência, justamente para evitar ser vítima de roubo e cair em golpes como o do bilhete premiado. Olair Ribeiro Filho, gerente regional de negócios da Caixa, conta que esse procedimento já evitou golpes, mas não é suficiente para impedir todos os casos.

“O funcionário do caixa está orientado a apresentar alternativas de movimentação financeira ao cliente e até encaminhá-lo ao gerente em caso de saques altos. Vários golpes já foram evitados, mas uma vez um gerente relatou que o cliente, apesar de ser alertado (do risco de roubo e golpe), fez o saque e dias depois voltou ao banco para dizer que realmente era golpe, que havia caído”, frisa.

Ribeiro Filho ressalta que, em casos de saques de quantias altas por pessoa idosa, o gerente solicita que o correntista consulte antes um membro da família sobre a operação. No entanto, se o cliente não aceitar a sugestão e decidir fazer o saque, ele é liberado imediatamente. O gerente de negócios da Caixa ressalta que a instituição não pode entrar em contato com a família do cliente para informar a intenção do saque para não quebrar o sigilo bancário.

Golpes como o do bilhete premiado, avalia o delegado Dinair José da Silva, do 3.º Distrito Policial, ocorrem porque na maioria das vezes as vítimas são movidas pela ganância, pela expectativa de ganhar dinheiro fácil. “No golpe do bilhete, por exemplo, a vítima quer tirar vantagem e ganhar dinheiro. Ela tem que desconfiar de promessas de dinheiro fácil”, diz.

O gerente de negócios da Caixa concorda: “As pessoas precisam fazer uma auto-crítica, não acreditar que alguém vai lhe entregar algo que vale R$ 30 mil por R$ 1 mil”, completa.

No Banco do Brasil, os funcionários conseguiram impedir que uma senhora caísse em um golpe, anteontem. Ela iria sacar uma grande quantia em dinheiro e disse que um rapaz a aguardava do lado de fora da agência para ajudá-la a pagar uma dívida de cartão de crédito. O funcionário que a atendeu suspeitou que tratava-se de um golpe e a acompanhou até o lado de fora da agência. Quando chegaram ao local em que o rapaz havia combinado com a vítima, ele não estava mais lá.

Segundo o gerente da unidade de apoio do banco, Antonio Carlos Nascimento, por determinação do Banco Central, os bancos não podem proibir o cliente de efetuar um saque, mesmo se for uma grande quantia. Mas os orientam sobre outras opções - como transferência de dinheiro ou depósito bancário - mais seguras. Quando o cliente é idoso, o saque deve ser feito, preferencialmente, com alguém da família o acompanhando. “Se o idoso estiver desacompanhado, pedimos para ele ligar para um parente, avisando-o da transação”, falou Nascimento.

A Febraban dá praticamente as mesmas orientações para as instituições bancárias. A principal delas é evitar sacar grandes quantias em dinheiro. A entidade diz que é preferível o cliente usar cheque do que andar pelas ruas com muito dinheiro no bolso.

Enquanto os bancos orientam os clientes, a polícia investiga a ação dos criminosos e tenta evitar que mais vítimas caiam em golpes tão conhecidos.

O caso em que a senhora de 79 anos entregou R$ 30 mil a golpistas foi encaminhado para a Delegacia de Investigações Gerais (DIG) porque envolve uma grande quantia em dinheiro. Segundo o delegado titular, Abel Cortez, a vítima será ouvida nos próximos dias. Além disso, a polícia fará retrato-falado das estelionatárias. “A vítima também irá olhar as fotos de criminosos para ver se as suspeitas estão no álbum da polícia”, disse Cortez.

Ontem e anteontem, a reportagem tentou falar com a vítima, mas ela não foi encontrada em sua residência.

A maioria dos casos de estelionato é investigada pelas delegacias próximas do local onde houve o golpe. Em Bauru, a maioria das ocorrências deste tipo ocorre no Centro da cidade, região do 3.º Distrito Policial.

Segundo o delegado Dinair José da Silva, tanto a seccional quanto o distrito em que trabalha possuem equipes de investigação que fazem rondas em torno de agências bancárias. “Não posso revelar a ação destes policiais, mas eles têm estratégias para detectar os estelionatários”, afirma.


Como é o golpe

O golpista finge ser uma pessoa de pouco conhecimento e alegando não residir na cidade, pede ajuda para encontrar uma casa lotérica ou agência bancária por ter sido premiado na loteria. Mostra o bilhete e os resultados falsos.

A vítima, acreditando na história, acompanha o golpista até a lotérica para receber o prêmio, porém, antes de trocar o prêmio o golpista oferece o bilhete premiado por um valor bem abaixo do que tem a receber, aí a vítima aceita sacar o dinheiro de sua conta e entrega ao golpista em troca do bilhete. Ao conferir o bilhete na casa lotérica, descobre que é falso.

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