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21/01/2013 - Jornal de Angola Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Apresentada rede de falsificadores

Por: António Capitão


A Polícia de Inspecção e Investigação das Actividades Económicas apresentou sexta-feira, na cidade do Uíge, três supostos falsificadores de dinheiro posto em circulação no município de Maquela do Zombo.
O porta-voz do comando provincial da Polícia Nacional, superintendente Assunção Ribeiro, esclareceu que a detenção dos falsificadores foi possível em consequência das denúncias feitas por habitantes de Maquela do Zombo.
O comando municipal da Polícia Nacional realizou uma operação que permitiu a apreensão de 96 mil kwanzas falsos, equipamentos informáticos e outros utensílios utilizados pelos supostos falsificadores.
Segundo Assunção Ribeiro, o grupo constituído por dois cidadãos da República Democrática do Congo e um angolano, natural da comuna de Cuilo-Futa, falsificavam notas de 1.000 e 2.000 kwanzas.
O grupo utilizava técnicas sofisticadas de falsificação, tendo em conta que o suporte de equipamentos informáticos facilitava a reprodução de moedas com características idênticas às cédulas emitidas pelo Banco Nacional de Angola. “Os três elementos destruíam moedas de menor valor facial, como as de cinco e dez kwanzas, para retirarem as fitas plásticas na região central das notas, uma das provas da veracidade da moeda, e introduziam a referida fita e desenhavam as marcas de água do ‘pensador’ nas notas falsas de 1.000 e 2.000 kwanzas”, esclareceu.

Processo-crime

O porta-voz da Polícia Nacional no Uíge informou que, depois da detenção e a instrução do processo-crime pela Polícia de Investigação Criminal, os três indiciados foram encaminhados ao Ministério Público.
O congolês Nzuzi Gonçalves, líder do grupo, confessou o crime, afirmando que se dedica à prática de falsificação de dinheiro há três anos. Admitiu que ele e os outros membros utilizavam papel de fotocópia para reproduzir as notas falsas com o recurso a uma máquina fotocopiadora, cola, lupa, lâminas, tesouras e ferro de engomar.
Nzuzi Gonçalves solicitou às autoridades judiciais a sua extradição, para poder cumprir a pena no seu país, tendo em conta que não possui nenhum familiar em Angola. “Não consigo contabilizar quanto já falsifiquei, porque ao longo destes três anos reproduzi diversas quantidades de dinheiro. Também não tenho clientes para fornecer o dinheiro que faço. Gasto o dinheiro em compras de vários bens, serviços e mercadorias nas cantinas, lojas, minimercados, farmácias e praças para ter o retorno do dinheiro verdadeiro”, disse.
Além do crime de falsificação, os dois congoleses vão também responder em juízo pela permanência ilegal em território nacional e falsificação das respectivas identidades, uma vez que possuem documentos que lhes conferem a cidadania angolana.
“O meu verdadeiro nome é Michel Nzuzi e não Nzuzi Gonçalves. Tive que adoptar um outro nome e naturalidade para poder conseguir tratar o meu registo de nascimento e obter o bilhete de identidade. Não tenho família em Angola. Reconheço que cometi um crime, mas espero que as autoridades angolanas me dêem a possibilidade de cumprir a pena no meu país.

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