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24/10/2007 - Correio do Brasil Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Confederação denuncia leite adulterado há 5 anos


O presidente da Comissão Nacional da Pecuária de Leite da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Rodrigo Alvim, afirma que a entidade faz denúncias sobre leite adulterado ao Ministério da Agricultura há pelo menos cinco anos. A Polícia Federal prendeu na segunda-feira um grupo acusado de adulterar leite longa vida em Minas Gerais.

- Tem cinco anos que estamos denunciando isso. Fizemos inúmeras reuniões com o Ministério da Agricultura. As coisas foram muito morosas. Sabíamos que havia uma série de fraudes. A notícia não é surpresa. A surpresa é a ação - disse Alvim.

Na segunda-feira, a Polícia Federal prendeu 27 pessoas na Operação Ouro Branco em Uberaba e Passos, em Minas. Elas são suspeitas de integrar um grupo que fraudava a produção de 450 mil l de leite longa vida por dia com substâncias que tornam o produto impróprio para consumo humano.

Em março deste ano, segundo Alvim, a CNA procurou a Secretaria de Defesa do Consumidor do Ministério da Justiça, à qual a PF é subordinada, para apresentar a denúncia.

- A denúncia era sobre uso de água e soro, não sabíamos desses outros produtos para prorrogar a validade. Era uma denúncia econômica, não sabíamos que poderia fazer mal à saúde - disse.

Segundo ele, entraves burocráticos limitam a atuação do Ministério da Agricultura.
- Não acho que (o ministério) foi negligente. Tem todo um entrave burocrático que não o deixa agir. Não pode, por exemplo, pegar mostra no varejo. Tem que avaliar prova, contra-prova e terceira prova antes de adotar punições - afirmou.

Alvim acredita que, com o recolhimento de outras amostras de leite longa vida pelo País, certamente outros fraudadores aparecerão.

- Da forma como está, parece que só as cooperativas fraudam. Espero que outros apareçam para que a verdade fique pública. É certo como dois e dois são quatro que há mais fraudes - assegurou.

Para o superintende-técnico da CNA, Ricardo Cota, o atual período de escassez do leite, que fez com que os preços subissem acima de patamares históricos, contribuiu para que houvessem fraudes.

- Todo produto valorizado acaba provocando fraudes. Nesse caso, prejudica os produtores, que fornecem matérias-primas e podem ver a procura por seus produtos caírem, e os consumidores, que compram gato por lebre - disse Cota.

Cota e Alvim orientam os consumidores a procurarem marcas conhecidas e com preço na média praticada pelo setor.

- Se na prateleira tem um leite a R$ 1,40 e outro a R$ 0,89, desconfie. Só a embalagem custa R$ 0,40. Ninguém faz milagre - afirmou Alvim.

O coordenador-geral de Inspeção Federal do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Dipoa), Marcius Ribeiro de Freitas, admitiu que o ministério recebeu as denúncias da CNA, mas negou morosidade no trabalho. Segundo ele, o ministério tem agido desde o fim de 2003 na análise de produtos lácteos de origem contestada.

- O nosso método de trabalho é amparado em um sistema internacional, não podemos fazer uma ação ostensiva como a Polícia Federal. Não temos o poder de prender ninguém - afirmou.

Freitas disse que o ministério já analisou mais de quatro mil amostras de leite no Brasil para verificar possíveis adulterações. Segundo ele, desde 2003 até agosto deste ano foram apresendidos mais de 5 t de produtos lácteos.

O coordenador admitiu que existem menos fiscais do que o necessário e que não há como fazer a fiscalização durante 24 horas dentro das empresas. No entanto, ele garantiu que isso não representa um problema e que concursos para a constração de novos profissionais para o setor de fiscalização serão realizados.

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