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02/06/2005 - Folha de São Paulo Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Polícia investiga quadrilha que aplicava golpes milionários em empresários

Por: Epaminondas Neto


Quatro pessoas foram presas acusadas de integrarem uma quadrilha que aplicava golpes de estelionato sobre médios e grandes empresários. Policiais da 2ª Divecar (Divisão de Investigações Sobre Furtos e Roubos de Veículos e Cargas) estimam que as ações, realizadas há pelo menos quatro anos, tenham causado prejuízos de 100 milhões de euros.

Segundo o delegado-titular Alberto Pereira Matheus Junior, os golpistas fingiram representar instituições financeiras estrangeiras e convenciam as vítimas de que poderiam captar recursos, em dólares ou euros, em condições bastante facilitadas. Após o pagamento de uma comissão equivalente a 10% do empréstimo, eles chantageavam o cliente com alguma irregularidade descoberta na empresa e o obrigavam a desfazer o negócio.

O esquema envolvia desde a criação de nomes e sites para as empresas que serviam de fachada --como EDC, Creditfin, Global Investiments e Euro Funds-- até a promoção de viagens ao exterior e o aluguel de imóveis usados como escritórios falsos. Alguns deles ficavam em Santiago, no Chile, e Nova York, nos Estados Unidos.

A quadrilha agia em Curitiba (PR) e, em menor escala, em São Paulo, Campinas (95 km de São Paulo) e Rio. Outros 14 suspeitos devem ter a prisão preventiva decretada nos próximos dias.

Investimento

Segundo Matheus Junior, os criminosos empenhavam-se muito na produção do golpe. No falso site da instituição financeira que servia de fachada, o empresário enganado podia até "conferir" o valor do empréstimo solicitado. Na verdade, não havia movimentação alguma --senão pelo dinheiro pago aos golpistas, por vezes, para contas no exterior.

O aluguel de um dos falsos escritórios mantidos pela quadrilha, localizado em um dos prédio mais sofisticados do Rio, custava R$ 12 mil ao mês. Em alguns casos, a quadrilha levava o cliente até o Chile ou os Estados Unidos, onde também mantinha escritórios luxuosos, para dar confiabilidade ao negócio. Nestas ocasiões, também eram usados carros bastante luxuosos.

A prisão dos acusados, inclusive, foi efetuada em imóveis localizados em regiões consideradas nobres de São Paulo como a rua Haddock Lobo e a alameda Santos.

Vítimas

Foi uma das vítimas que denunciou o golpe à polícia. O empresário entrou em contato com a quadrilha para comprar uma carga. Um dos criminosos chegou a colocá-lo em contato com um suposto membro da falsa instituição financeira. A vítima aceitou a proposta e pagou a comissão.

"Os golpistas começaram a pressioná-lo, mas o empresário era 'certinho' e cercou-se de garantias. Quando eles começaram a pressionar, o empresário ameaçou tomar as providências cabíveis", explica o delegado.

A investigação, iniciada em novembro de 2004, foi chamada Panamá pois, inicialmente, os criminosos diziam ser representantes de instituições sediadas naquele país.

As condições do empréstimo oferecido pelos golpistas eram tentadoras. Uma empresa de agronegócio, por exemplo, assinou um contrato para pedir 5 milhões de euros. A taxa de juros cobrada foi de 5,5% ao ano, com carência de 24 meses e prazo de oito anos para pagar.

Outra empresa do mesmo setor pediu 2,4 milhões de dólares a 5,8% de juros ao ano, com carência de um ano e prazo de cinco anos para pagar.

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