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26/12/2012 - Jornal A Voz da Cidade Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Hacker voltarredondense revela fraude nas eleições 2012


VOLTA REDONDA/RIO DE JANEIRO

Durante o Seminário ‘A urna eletrônica é confiável?’, evento promovido pelos institutos de estudos políticos das seções fluminense do Partido da República (PR), Instituto Republicano, Partido Democrático Trabalhista (PDT) e a Fundação Leonel Brizola-Alberto Pasqualini, foi descoberto um novo caminho para fraudar as eleições informatizadas brasileiras. A revelação foi feita há duas semanas para mais de 100 pessoas que se reuniram no auditório da Sociedade de Engenheiros e Arquitetos do Rio de Janeiro (SEAERJ), na Rua do Russel, 1. Foram três horas e meia de reunião para a revelação

Na ocasião, acompanhado pelo especialista em transmissão de dados Reinaldo Mendonça e do delegado de polícia Alexandre Neto, um jovem hacker de 19 anos, identificado apenas como Rangel por questões de segurança, mostrou como, através de acesso ilegal e privilegiado à intranet da Justiça Eleitoral no Rio de Janeiro, sob a responsabilidade técnica da empresa Oi, interceptou os dados alimentadores do sistema de totalização e, após o retardo do envio desses dados aos computadores da Justiça Eleitoral, modificou resultados beneficiando candidatos em detrimento de outros, sem nada ser oficialmente detectado.

Rangel revelou durante o encontro que entra na rede da Justiça Eleitoral quando os resultados estão sendo transmitidos para a totalização e depois que 50% dos dados já foram transmitidos, atua. “Modificamos resultados mesmo quando a totalização está prestes a ser fechada”, detalha Rangel, em linhas gerais, como atuava para fraudar resultados.

O depoimento do hacker, que estava disposto a colaborar com as autoridades, foi chocante até mesmo para o público e os palestrantes convidados do seminário, como a advogada Maria Aparecida Cortiz, que há dez anos representa o PDT no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para assuntos relacionados à urna eletrônica, o professor da Ciência da Computação da Universidade de Brasília, Pedro Antônio Dourado de Rezende, que estuda as fragilidades do voto eletrônico no Brasil, também há mais de dez anos e o coordenador e organizador do livro Burla Eletrônica, escrito em 2002 ao término do primeiro seminário independente sobre o sistema eletrônico de votação em uso no país desde 1996, o jornalista Osvaldo Maneschy.

Rangel, que está sob proteção policial e já prestou depoimento na Polícia Federal (PF), revelou durante o seminário que não atuava sozinho. Em seu depoimento, ele revelou que fazia parte de pequeno grupo que, através de acessos privilegiados à rede de dados da Oi, alterava votações antes que elas fossem oficialmente computadas pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE).

Ele acrescentou ainda que a fraude era feita em benefício de políticos com base eleitoral na Região dos Lagos. A deputada estadual Clarissa Garotinho (PR-RJ), que também fazia parte da mesa, depois de fazer algumas perguntas ao hacker sobre a questão, prometeu que irá se informar mais sobre o assunto e não pretende deixar a denúncia cair no vazio. Ela garantiu que a denúncia será apurada.

Outro que cobrou providências dos fatos é o coordenador do seminário, Fernando Peregrino. Peregrino explicou que um crime grave foi cometido nas eleições municipais deste ano, que Rangel denunciou com todas as letras, mas que até ninguém tem dado a este caso a importância que merece.

No final do seminário, o professor Luiz Felipe, da Coppe da Universidade Federal do Rio de Janeiro, que em 1992, no segundo Governo Brizola, implantou a Internet no Rio de Janeiro junto com Fernando Peregrino, que na ocasião presidia a Fundação de Amparo à Pesquisa do Rio de Janeiro (Faperj).

O hacker tem 19 anos e é morador do bairro Retiro, em Volta Redonda. Segundo informações obtidas pela equipe de reportagem do A VOZ DA CIDADE, o jovem já teria trabalhado em Volta Redonda no serviço secreto da policia.

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