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16/11/2012 - O Globo Online Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Ivo Meirelles nega fraude que teria liberado R$5 milhões para a Mangueira

Por: Diego Barreto

Ministério Público diz ter encontrado indícios de negociação entre presidente da verde e rosa e funcionário do Ministério da Cultura.

RIO - Faltando menos de três meses para o carnaval de 2013, as suspeitas de uma suposta fraude envolvendo o presidente da escola de samba Estação Primeira de Mangueira, Ivo Meirelles, e um funcionário do Ministério da Cultura (MinC), caíram como uma bomba na quadra da Verde e Rosa. Segundo reportagem publicada pelo jornal O Dia, Meirelles teria confessado por telefone ao deputado Chiquinho da Mangueira (PMDB) o pagamento de propina a um funcionário do MinC. O objetivo da transação seria regularizar contas não prestadas pela escola ao ministério e, com isso, liberar aproximadamente R$ 5 milhões em patrocínios para a confecção do último desfile, sobre os 50 anos do bloco Cacique de Ramos. Ivo nega as negociações fraudulentas e afirma que a Mangueira não recebeu verbas por meio do MinC para o desfile de 2012.

— Chegamos a fazer um projeto para captar patrocínios via Lei Rouanet. Mas, quando o projeto foi aprovado, havia exigências para resolver pendências deixadas por administrações anteriores da escola. Qualquer verba ficaria retida até que tudo fosse regularizado. Percebi que isso não seria possível e nem me mexi para captar patrocínio. Deixei o projeto de lado. A Mangueira não recebeu esse valor de R$ 4 milhões — afirma Ivo Meirelles, acrescentando que as suspeitas levantadas contra ele estão prejudicando a escola.

— Esse tipo de suspeita infundada não prejudica o Ivo, mas a Mangueira. Empresas que apoiam a escola estão se afastando. Temos 200 funcionários, que dependem da escola para sustentar suas famílias — concluiu Ivo, dizendo que se reuniria com diretores da escola para tratar do assunto e estudar medidas judiciais.

Segundo a assessoria de imprensa do Ministério Público do Estado do Rio, escutas telefônicas que integram um inquérito a cargo da 8ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal e da 17ª DP (São Cristóvão) contém indícios de fraude envolvendo Meirelles e um funcionário do MinC. O MP informou que, por envolverem um funcionário do órgão da União, os indícios da suposta fraude foram encaminhados ao Ministério Público Federal para apuração.

De acordo com a assessoria do MPF, até a tarde desta sexta-feira não era possível visualizar qualquer procedimento envolvendo a Mangueira e Ivo Meirelles. O GLOBO tentou contato com o Ministério da Cultura, mas não houve retorno.

Desde o início do ano, a Mangueira vive um momento conturbado por causa das eleições que definiriam o presidente da escola no próximo triênio. Em março, um grupo de homens armados invadiu a quadra dizendo que Ivo não era mais o presidente da escola. Na época, ele, que dirige a escola desde 2009, acusou o candidato de uma das chapas de oposição, o advogado Marcos Oliveira, de participar do episódio. Semanas depois, a Justiça suspendeu o pleito e nomeou um interventor para conduzir o processo eleitoral da verde e rosa por causa de irregularidades. A eleição ainda não aconteceu, e Ivo segue na presidência. Antes disso, um inquérito da Polícia Civil já apurava o envolvimento de traficantes na direção da escola.

No Carnaval 2013, a Mangueira desfilará com um enredo sobre a cidade de Cuiabá, capital do Mato Grosso. A escola conta com um patrocínio de R$ 3,6 milhões para o desfile.

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