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05/07/2012 - Circuito Mato Grosso Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Estelionato: Fundetec não é credenciada no MEC

Por: Sandra Carvalho

Nem no Ministério da Ciência e Tecnologia, como se anuncia no site oficial da Fundetec.

A Fundação de Apoio à Educação e ao Desenvolvimento Tecnológico de Mato Grosso (Fundetec) não é credenciada nem no Ministério da Educação e tampouco no Ministério da Ciência e Tecnologia, como divulga em sua página oficial na internet. O próprio Centro Federal de Educação Tecnológica de Mato Grosso (Cefet), ampliado posteriormente para Instituto Federal de Educação Tecnológica (IFMT), foi quem pediu o descredenciamento da entidade junto ao Governo Federal em 2008. No Portal da Transparência é possível constatar que o credenciamento foi apenas entre 2006 e 2008.

A Fundetec, como tem mostrado o Circuito Mato Grosso nas suas últimas edições, há alguns anos vem fechando contratos de vulto com órgãos públicos, praticamente todos sem licitação. Essa facilidade estaria ocorrendo pelo fato de a Fundação colocar-se como credenciada no Governo Federal e de ter ligação direta com o IFMT, o que não procede, segundo o reitor da instituição, professor José Bispo Barbosa. “Não temos nenhuma ação com a Fundação”, garante Bispo.

O fato de ter em seu Conselho Curador e na diretoria diversos servidores do IFMT estaria contribuindo para que a Fundetec arrebanhe esses contratos milionários com o Poder Público, já que o Instituto foi criado há mais de 100 anos em Mato Grosso, é uma escola tradicional e respeitada.

Em Rondonópolis, o então diretor do IFMT, prof. dr. Antônio Moreira de Barros, chegou a ponto de – indevidamente – assumir o cargo de coordenador geral do ProJovem Trabalhador em Mato Grosso ao mesmo tempo em que trabalha como diretor pedagógico da Fundetec. Como é servidor do IFMT, acabou conseguindo um contrato de R$ 1,5 milhão com a Prefeitura de Rondonópolis para entregar o ProJovem à gerência da Fundetec.

Ao tomar conhecimento do caso, a direção do campus do IFMT daquele município pediu o afastamento do diretor de Ensino, o que foi prontamente aceito pelo reitor José Bispo Barbosa. Esta semana José Bispo anunciou que está abrindo processo administrativo para apurar o caso. “A lei estabelece que se uma autoridade souber de indícios de irregularidades, deve investigar imediatamente”, observou o reitor.

Na terça, dia 3, José Bispo recebeu a equipe do Circuito Mato Grosso. Durante a entrevista, contou que a Fundetec foi fundada por um grupo de professores e vários “instituidores”. “Inclusive eu sou um desses instituidores porque contribuí com 100 reais para a criação da entidade. Depois eles montaram o Conselho Curador e a Diretoria Administrativa”, relatou, contando ainda que naquela época o Cefet acabou credenciando a Fudetec como fundação de apoio porque a educação passava por uma grave crise, quando o presidente da República era Fernando Henrique Cardoso. “O próprio Cefet, logo depois, pediu o descredenciamento da fundação”.

Acontece que fundadores da Fundetec acabaram entrando para a vida política, como é o caso do deputado federal Eliene Lima, do PSD, e do vereador Edivá Pereira Alves (do mesmo partido), o que teria dado à entidade um grande poder de penetração nos corredores de órgãos públicos municipais e estaduais, tornando-se uma grande potência por movimentar milhões de reais. Eliene, enquanto secretário estadual de Ciência e Tecnologia, repassou mais de R$ 20 milhões para a Fundetec gerir o MT Preparatório, nomeou como seu adjunto o professor Adriano Breunig, servidor do IFMT e então presidente do Conselho Curador da Fundação.

PSD comanda a Fundetec

Vários membros da Fundetec são filiados ao PSD, partido criado recentemente pelo deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa, José Riva.

Eliene Lima, deputado federal, e Edivá Pereira Alves, vereador, são servidores do IFMT, filiados ao PSD e fundadores da Fundetec. Adriano Breunig, que acabou assumindo a titularidade da Secretaria de Ciência e Tecnologia do Estado em substituição a Eliene – de quem hoje é assessor –, é outro filiado ao PSD, assim como o ex-deputado Carlão Nascimento, o presidente da Fundetec e candidato a vereador por Cuiabá Ivo da Silva, o ex-diretor da entidade – no cargo de diretor do IFMT atualmente – e seu filho, Alli Veggi Júnior, vice-presidente da Fudetec.

Detalhe: o presidente do Sindicato dos Servidores do IFMT, Roni Rodrigues da Silva, também é filiado ao PSD. Procurado pelo Circuito Mato Grosso por meio de sua assessoria de imprensa, não se manifestou a respeito da Fundetec.

O deputado Eliene Lima poderia estar usando sua influência para facilitar o acesso da Fundetec aos órgãos públicos, já que é um dos fundadores da entidade e amigo dos seus membros.

E apesar de já não estar mais na Secitec, ainda estaria exercendo influência na pasta. “Tenho pouquíssimo contato com a Fundetec”, declarou semanas atrás o deputado, quando questionado sobre sua relação com a entidade e seus membros. “Eu sempre defendi a educação e trato da mesma maneira todos os projetos que chegam até a mim, independente de sua origem”, completou negando que venha fazendo lobby para a fundação.

Sobre Adriano Breunig, ele alega tê-lo convidado para a Secitec por ser um especialista, um técnico. “Eu não sabia que ele era presidente do Conselho Curador da Fundetec”, desviou Eliene. “Se era, acredito que ele tenha tomado providências para se desvencilhar”.

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