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19/12/2012 - Diário de Marília Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Justiça nega liberdade a contador chefe de quadrilha de fraudadores

Adelino Brandt Filho foi preso no final de julho em operação do GAECO.

Apontado como líder de uma quadrilha especializada na inserção de dados falsos no sistema da Receita Federal, receptação de espelhos de documentos públicos, falsificação, fraudes bancárias e contra o comércio, receptação de veículo e lavagem de dinheiro presa no final de julho na “Operação Klon”, deflagrada pelo GAECO (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), o contador mariliense Adelino Brandt Filho teve negada a revogação de sua prisão preventiva pela Justiça de Marília.

O pedido partiu da defesa de Brandt Filho e foi apreciado pelo juiz José Henrique Ursulino, da 2ª Vara Criminal. Entre as argumentações, o defensor alegou que o investigado sofre constrangimento ilegal, citando ainda que o recesso forense, previsto para acontecer entre os dias 20 de dezembro e 6 de janeiro, ocasionará o lapso temporal de 120 dias da prisão do contador.

A alegação, a mesma utilizada pelo advogado Manoel Manzano Júnior, responsável pela defesa de Marcos Júnior, outro réu no processo e solto em meados de novembro ao lado dos também investigados Eliel Valentin de Souza, Dorival Carvalho Ramos, Esther Rodrigues Diego e Marcel Higarashi Martins, foi rejeitada pelo magistrado. A decisão foi proferida no final de novembro, no entanto, pelo processo correr em segredo de Justiça, o Jornal Diário só teve acesso ao despacho ontem.

Todos os réus respondem pelos crimes de formação de quadrilha, falsificação de documentos públicos, falsificação de documentos particulares, falsidade ideológica, estelionatos, receptação e lavagem de dinheiro. Se condenados, cada um pode pegar até 38 anos de prisão em regime fechado, além do pagamento de multa.

O CASO

As investigações descobriram que parte da quadrilha centralizava, em São Paulo, a recepção de encomendas de diversas partes do Brasil para que fossem inseridos dados falsos no Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) da Receita Federal, o que era feito por outros integrantes da quadrilha na capital e também em Minas Gerais.

Na “Operação Klon” em si, foi realizada uma das maiores apreensões de documentos públicos de origem ilícita do país, já que foram encontrados com os investigados cerca de 30 mil “espelhos” em branco de cédulas de identidade, centenas de selos desviados de cartórios e que seriam usados para autenticação, documentos de transferência de veículos, RGs e CPFs falsificados, carteiras de trabalho, além de pilhas de documentos públicos e mais de R$ 32 mil em dinheiro e cheques.

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