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23/10/2007 - Campo Grande News Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Quadrilha causou prejuízo de R$ 500 mil com estelionatos

Por: Humberto Marques e Aline Queiroz


A Polícia Civil de Campo Grande desmontou nesta terça-feira (23 de outubro) um esquema de falsificação de documentos e fraudes junto a empresas financeiras, com a prisão de sete pessoas e a detenção de uma adolescente. Por meio de documentos pessoais falsos, o grupo abria contas em bancos, registrava empresas e assinava contratos de financiamento, e, conforme as autoridades, vinham atuando há cerca de dois anos. Acredita-se que o valor arrecadado com essa prática tenha chegado a R$ 500 mil.

Foram presos Corsino Martins de Freitas Filho (42 anos), Jânio Fernandes Crisóstomo (38), Clayton Bonani Novaes (30), Claudiomar Varela (28), Valdir de Santana Dias (25) e Odirlei Dias Soares (27), além do contador Jorge Cícero de Oliveira (40 anos). Uma adolescente de 15 anos também foi apreendida, segundo informou o delegado Edílson dos Santos Silva, do 6º Distrito Policial da Capital – que foi responsável pelas prisões.

Corsino Filho seria o “mentor” do esquema. A partir dele, eram obtidos documentos de identidade falsos, com os quais se solicitava a abertura de CPFs – que acabavam legalizados pela Receita Federal. De posse desses documentos, o autor ia a bancos e financeiras em busca de financiamentos, apresentando-se como proprietário rural. Como referência, eram apresentados dois endereços – na rua Florão, no Tarumã, de propriedade de Odirlei Soares; e na rua Abrão Caetano Macedo, no Pênfigo, do próprio Corsino Filho – onde a história contada pelo autor era confirmada.

A documentação sobre as empresas e papéis utilizados para a abertura de contas ou contratação de empréstimos era produzidas pelo contador. Jorge de Oliveira é acusado de emitir, por exemplo, comprovantes de pagamento do Imposto de Renda de Pessoa Física com altos valores. A Polícia Civil levantou que Corsino Filho se apresentava no comércio local com pelo menos dois nomes: Paulo Vítor Sena e José Carlos de Oliveira Lima. Um dos financiamentos contratados envolvia o pagamento de 36 parcelas de R$ 3,8 mil.

A polícia também apurou que, com os valores, eram compradas mercadorias eletrônicas, revendidas na Capital, e veículos, que acabavam levados para a Bolívia. As autoridades investigavam a quadrilha há um mês, com a operação sendo finalizada nesta terça-feira (23 de outubro). Por meio de mandados de busca e apreensão, os dois endereços citados por Corsilho Filho foram visitados. Também foram apreendidos uma caminhonete e cinco motocicletas, além de vários cartões de banco e documentos falsos.

Clayton Novaes foi detido por ter cedido dois talonários de cheques, além de ser acusado de possuir uma conta bancária “fria” em seu nome. Claudiomar Varela se apresentava com o nome de Cláudio Ruiz Madruga, e já tinha cartão de crédito em seu nome e pedido para abertura de conta em banco. Valdir Dias era foragido da Justiça, e utilizava identidade falsa (como Valdir dos Santos Assis). Jânio comprava cheques para fazer compras no comércio enquanto Odirlei oferecia seu endereço para confirmar as transações ilegais, segundo divulgou a Polícia Civil.

Todos foram autuados por estelionato, falsificação de documento público, falsidade ideológica, uso de documento falso, formação de quadrilha ou banco e posse irregular de arma de fogo – uma vez que, em uma das residências, foram encontradas munições.

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