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18/12/2012 - Jornal Cruzeiro do Sul Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Inquérito sobre fraudes está com 3.800 páginas

Por: Leandro Nogueira

Três diretores-gerais do Saae de Sorocaba foram indiciados pela polícia.

O inquérito policial da investigação das supostas fraudes em licitações no Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae) de Sorocaba está com 3.800 páginas divididas em 19 volumes e deve aumentar com o andamento dos trabalhos. Na tarde de ontem, três funcionários da sede da empresa Allsan, em São Paulo, foram ouvidos na sede da delegacia do Grupo Antissequestro (GAS), em Sorocaba. Segundo um dos delegados do GAS, Rodrigo Ayres, nenhum deles era suspeito, apenas prestavam esclarecimentos sobre o funcionamento da empresa para contribuir com as investigações e por isso preservou os nomes dos mesmos.

Até ontem, 18 pessoas, quadro delas de Sorocaba, haviam sido acusadas no inquérito policial (indiciadas) por crimes como formação de quadrilha, corrupção passiva ou corrupção ativa e fraude em licitação. Ontem também foi a data em que o vice-prefeito, José Ailton Ribeiro, assumiu a diretoria-geral do Saae no lugar de Geraldo Caiuby, que pediu exoneração após ter sido indiciado nas investigações, na última sexta-feira.

Diretor-geral até a última sexta-feira, Geraldo Caiuby, foi indiciado por formação de quadrilha e corrupção ativa. Representantes da Allsan teriam informado que Caiuby continuava recebendo as propinas. Ele também ignorou a recomendação inicial do Tribunal de Contas do Estado (TCE) de abrir uma nova licitação ao invés de renovar o contrato com a empresa Allsan. Em depoimento aos promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MP e do Grupo Antissequestro da Polícia Civil, Caiuby negou que houvesse irregularidades e demonstrou-se tranquilo.

O antecessor de Caiuby, Pedro Dal Pian Flores, foi indiciado por formação de quadrilha, corrupção passiva e fraude em licitação. Ele dirigia o Saae em 2007 quando houve a contratação da terceirizada Allsan para que fossem feitas as leituras dos hidrômetros. Essa concorrência é suspeita de ter sido realizada com a participação de propostas de outras empresas previamente combinadas para que a Allsan fosse a vencedora. Segundo o Gaeco, tais empresas teriam interferido nas cláusulas do edital da licitação a fim de que a concorrência ficasse limitada.

Também da equipe do Saae, José Carlos Tavares D"Almeida foi indiciado por formação de quadrilha e corrupção passiva porque esteve à frente do Saae no intervalo entre a saída de Dal Pian e a entrada de Caiuby. De acordo com o delegado Ayres ele não foi indiciado por fraude em licitação porque durante o período que respondeu pela autarquia não houve renovação ou contratação com a terceirizada. Outra ex-funcionária do Saae indiciada é Dina Aparecida Guedes. Ela é considerada pelo Gaeco e pelo GAS como braço direito de Dal Pian e responderá por formação de quadrilha, corrupção passiva e fraude de licitação.

Vários representantes da empresa Allsan também estão indiciados: Reynaldo Costa Filho é o sócio proprietário que teria relação estreita com a equipe do Saae e responderá por corrupção ativa, formação de quadrilha e fraude em licitação. Outro sócio, Moisés Ruberval Filho, responderá por formação de quadrilha e fraude em licitação. Outros da Allsan que também responderão por formação de quadrilha e fraude em licitação são Alberto Gaston Sosa Quiles, que seria o responsável por fazer as análises técnicas nos contratos a serem firmados com o Saae; a secretária Ana Paula da Conceição Cruz; Jander Fascina, que seria o responsável por fazer os contratos em outros municípios; o diretor executivo Nelson José Malgueiro Filho e o gerente da Allsan em Sorocaba, Reginaldo Fagundes Barbosa.

Também foram indiciados os representantes de outras empresas que teriam participado da concorrência do Saae após combinarem as suas propostas financeiras com a Allsan: Afonso Rosseto Júnior e Waldecir Colombini, da empresa Enorsul; Cláudio de Sena Martins, da empresa SCS; Dimitrius Anastase Tzortzis, da empresa Job; João Artur Rassi, da Construtora Santa Tereza; Paulo José Debatin da Silveira e Renato Guimarães da Silveira, da empresa Sanear. Todos esses foram indiciados por formação de quadrilha e fraude em licitação.

Operação Águas Claras

A Operação Águas Claras investiga um esquema de corrupção e direcionamento de licitações envolvendo empresas que atuam no segmento de saneamento básico em cidades de seis estados brasileiros. A operação foi deflagrada no dia 12 de novembro pelo Ministério Público de São Paulo, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) Núcleo Sorocaba, e o Grupo Antissequestro de Sorocaba, que continuam à frente das investigações.

A apuração teve início a partir das notícias de direcionamento de licitações públicas no Saae de Sorocaba. Segundo o Gaeco, a investigações demonstrariam que os representantes das empresas investigadas combinavam os termos de editais de licitações e decidiam quais empresas iriam vencer determinadas licitações em regiões que também eram loteadas entre elas, subtraindo assim qualquer possibilidade de competição.

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