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22/10/2007 - Folha de São Paulo Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Operação da PF e Procuradoria prende 26 acusados de adulterar leite em MG


A Polícia Federal, a Procuradoria da República e o Ministério Público Estadual de Minas Gerais realizam nesta segunda-feira a operação "Ouro Branco" em duas cooperativas de laticínios acusadas de adulterar leite longa vida em Minas. Segundo a Procuradoria, 27 mandados de prisão foram expedidos e 26 pessoas já foram presas.

De acordo com a PF, a Coopervale (Cooperativa dos Produtores de Leite do Vale do Rio Grande) e a Casmil (Cooperativa Agropecuária do Sudoeste Mineiro) são acusadas de "batizar" o leite para aumentar seu volume ou de adicionar substâncias para que ele durasse mais tempo. A fraude foi descoberta após denúncias de outras cooperativas e de ex-funcionários das empresas.

Parte da fraude era executada com substâncias não permitidas pela lei e, segundo a PF, o leite adulterado foi considerado impróprio para consumo humano em um laudo realizado por um laboratório do Ministério da Agricultura. O leite era revendido para outras empresas de laticínios, que os vendiam no varejo em suas próprias embalagens em todo o país.

A Casmil é acusada de adicionar peróxido de hidrogênio (água oxigenada) ao leite, substância que disfarça más condições sanitárias de conservação e transporte. A presença da substância no leite pode causar a redução do seu valor nutricional. Quem a ingere pode ter dores de estômago e até morrer, dependendo da concentração, segundo o laudo obtido pela Procuradoria mineira. O laboratório não conseguiu detectar a concentração da substância no leite analisado.

O laudo confirmou também a adição de soro ao leite acima do índice máximo. Nesse caso, ele só poderia ser destinado à alimentação de animais. No caso da Coopervale, o leite também foi considerado impróprio para consumo humano. As cooperativas, segundo a procuradoria, usavam até soda cáustica. A intenção era "recuperar" o leite que chegava estragado dos produtores rurais.

Entre os presos estão dirigentes e empregados das cooperativas envolvidas e um funcionário do Serviço de Inspeção Federal do Ministério da Agricultura, órgão que fiscaliza a produção de leite e derivados.

Amostras

Segundo as apurações da Polícia Federal, como o leite adulterado era revendido para outras empresas, pode haver leite impróprio para consumo sendo revendido em vários Estados. Agentes da PF recolhem amostras de leite longa vida em várias regiões do país para ser avaliado.

A reportagem ainda não conseguiu localizar, por telefone, representantes Coopervale. Procurada na tarde desta segunda-feira, a Casmil ainda não respondeu.

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