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10/12/2012 - G1 Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Operação Clone: vereador confessa crime de estelionato, mas será solto

Por: Ricardo Araújo

Delegado Júlio Costa disse que, após depoimento, prisão é desnecessária. Francisco do Peixe se apresentou à polícia na manhã desta segunda (10).

O pescador e vereador eleito nas Eleições 2012 no município potiguar de Rio do Fogo, Francisco Silvanei do Santos, que se apresentou à polícia nesta segunda-feira (10), será solto. Ele é um dos 27 suspeitos de fazer parte de uma quadrilha que clonava cartões de crédito e aplicava golpes no comércio potiguar e estados da Paraíba, Pernambuco e Alagoas, com participação de estelionatários da cidade de Ribeirão Preto, interior de São Paulo. As investigações da Polícia Civil do Rio Grande do Norte culminaram com a deflagração da Operação Clone, na última quinta-feira (6).

O titular da Delegacia Especializada em Falsificações e Defraudações (DEFD), Júlio Costa, afirmou, após a colheita do depoimento do suspeito, que a prisão temporária de Francisco do Peixe, como é mais conhecido, era desnecessária. "Francisco está envolvido nos estelionatos aplicados em um estabelecimento comercial de Natal. Ele assumiu a participação nos crimes. Entretanto, não há necessidade de mantê-lo preso. Ele não fazia parte da quadrilha em si", argumentou o delegado.

Francisco do Peixe elegeu-se vereador nas eleições de 7 de outubro passado. Candidato pelo PMDB, ele saiu vitorioso após alcançar 478 votos, o equivalente a 5,14% do total, sendo o 4° mais bem votado dentre os nove parlamentares eleitos.

À imprensa, Francisco Silvanei disse que foi induzido a cometer o estelionato. Entretanto, não citou quem ou em qual circunstância ocorreu a indução. "Eu não faço parte da quadrilha. Eu estava viajando e não sabia da operação. Eu sou inocente e já dei meu depoimento à polícia. Eu fui induzido e a polícia chegou até mim através de escuta telefônica", assumiu. Francisco Silvanei, que trabalha como pescador em Rio do Fogo, é suspeito de cometer crime de estelionato em uma loja de artigos de pescas no bairro da Ribeira, em Natal.

O advogado que defende o vereador, Felipe Gustavo Leite, preferiu não aprofundar o conteúdo do depoimento do seu cliente e confirmou que iria dar entrada num processo para revogação da prisão expedida pela Justiça Estadual, mesmo com o anúncio feito pelo delegado Júlio Costa. "Existem trechos da investigação que estão sob segredo de Justiça. Não posso detalhar o que foi dito", disse Felipe Leite. Ainda terão as prisões revogadas a estudante de Enfermagem, Ana Paula de Lima Guimarães Moreira, suspeita de ususfruir dos objetos materiais e imateriais frutos dos crimes, e também o bancário Carlos Augusto Gonçalves Miranda, suspeito de autorizar a abertura de contas correntes com documentação falsa de outros envolvidos na Operação Clone.

Além de Francisco Silvanei, o delegado Júlio Costa colheu depoimentos dos suspeitos Samir Gomes Elias e Arikson Moisés de Sousa, conhecido como Cegonha. À imprensa, o paulista Samir Elias disse que sabia por quais motivos estava sendo acusado, mas só falaria após se defender e que convocaria uma coletiva de imprensa. Ele chegou à Delegacia no bairro do Alecrim escondendo o rosto com uma mochila e, em seguida, com uma camiseta. O advogado de Samir Elias, Flaviano da Gama, disse que preferia comentar o caso depois que tivesse acesso aos autos, que correm em segredo de Justiça. Samir, que estava detido no Núcleo de Custódia da Polícia Civil, na zona Oeste de Natal, deverá ser transferido para a Cadeia Pública de Nova Cruz, distante 93 quilômetros da capital potiguar.

Arikson Moisés de Sousa, o Cegonha, confirmou que sabia porque estava sendo acusado. Cegonha, porém, já era investigado pela Polícia Civil por outros crimes como estelionato e formação de quadrilha, cujas investigações culminaram com a deflagração da Operação Outras Faces, em setembro deste ano.

De acordo com o delegado Júlio Costa, a quadrilha investigada pela Operação Clone atuava em quatro núcleos diferentes e independentes, que compartilhavam informações para aplicação dos golpes.

A apresentação do agente de Polícia Civil

A expectativa em torno da Operação Clone está na possível apresentação, marcada para a tarde desta segunda-feira, do agente de Polícia Civil, José Carlos Barbosa, que é suspeito de extorsão. O delegado Júlio Costa confirmou, durante coletiva de imprensa, que um delegado especial será designado pela Delegacia Geral de Polícia Civil (Degepol) para investigar o caso envolvendo o agente policial. A portaria com a definição do delegado especial deverá ser publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) desta terça-feira. A investigação poderá ser assumida pelo delegado titular da Denarc, Márcio Lemos.

O desdobramento da operação

O delegado Júlio Costa confirmou que irá requisitar a prorrogação das prisoes temporárias dos acusados presos durante a deflagração da Operação Clone, na quinta-feira (6). Além disso, irá encaminhar os produtos apreendidos nas residências e escritórios dos envolvidos no suposto esquema e destacou, ainda, que a investigação continuará.

Operação Clone

A Polícia Civil do Rio Grande do Norte deflagrou, na manhã da última quinta-feira (6), uma operação para prender falsificadores de cartões de crédito que atuam no RN e ainda em Alagoas, Pernambuco e Paraíba. A ação, batizada de Clone, objetivou o cumprimento de 28 mandados de prisão temporária (20 foram cumpridos na ocasião) e outros 32 de busca e apreensão.

Segundo o delegado de Falsificações e Defraudações, Júlio Costa, a quadrilha aplicou golpes de cerca de R$ 3 milhões. "Eles compravam equipamentos para clonar cartões de crédito em Ribeirão Preto, interior de São Paulo, e falsificavam cartões aqui em Natal. Depois, aplicavam golpes no Rio Grande do Norte, em Alagoas, em Pernambuco e na Paraíba", contou o delegado. Em Ribeirão Preto, 100 mil cartões falsos foram apreendidos.

Para clonar as tarjas magnéticas dos cartões de crédito, a quadrilha contava com o apoio de pelo menos três funcionárias de uma rede de supermercados com atuação em todo o Nordeste. Elas eram pagas por cada cartão clonado. Por cada dado de cartão clonado, cada uma delas recebia entre R$ 50 e R$ 100.

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