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04/12/2012 - Dinheiro Vivo Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Polícia espanhola encontra um quilo de ouro e 150 mil euros em casa do antigo dono da Marsans

Díaz Férran e o seu sócio venderam a agência de viagens em 2010 a um hedge fund para impedir que os activos da empresa fossem penhorados.

"Só se pode sair da crise trabalhando mais e ganhando menos", afirmou o empresário espanhol Gerardo Díaz Ferrán, em 2010, quando ainda era o líder da maior associação patronal espanhola, a CEOE.

As declarações levantaram então polémica no país vizinho mas o co-fundador da agência de viagens Marsans, que considerava que os trabalhadores espanhóis eram improdutivos, tratou de assegurar a sua reforma ao sol, segundo as acusações das autoridade que o acusam dos crimes de ocultação de bens, como uma quinta com mais de um hectare na ilha de Maiorca e apartamentos em Nova Iorque, e lavagem de dinheiro, por ter retirado 50 milhões de euros de Espanha e colocado em contas na Suíça e em outros paraísos fiscais.

O caso remonta a 2010 quando o Grupo Marsans foi vendido à Possibilitum Business, uma empresa que pertence a um fundo de cobertura (hedge fund) do empresário Ángel de Cabo, antes da sua insolvência ser declarada, de acordo com o El País. Segundo as autoridades, esta venda foi uma manobra para retirar à empresa todos os seus activos e propriedades. O objectivo era que os seus anteriores proprietários, Gerardo Díaz Ferrán e o seu sócio Gonzalo Pascual, já falecido, ficassem com os activos da empresa deixando os seus clientes, trabalhadores, fornecedores e credores de mãos vazias.

A polícia desvendou o plano e deteve Díaz Ferran na sua casa em Madrid. Nas buscas, as autoridades encontraram um quilo de ouro, no valor de 60 mil euros e 150 mil euros em notas. Nas buscas em casa do empresário Ángel de Cabo, a polícia encontrou um valor mais elevado de dinheiro, 400 mil euros, e na casa de uma secretária de outro detido foram encontrados um milhão de euros. Também foram apreendidas várias viaturas de alta gama nos domicílios dos nove detidos.

As autoridades começaram a investigar o caso após uma denúncia apresentada por várias empresas hoteleiras, a AC Hoteles, Mélia, Pullmantur e o grupo Orizonia contra os antigos proprietários da agência de viagens Marsans, Díaz Ferrán e o falecido Gonzalo Pascual, e o seu novo dono Ángel de Cabo.

Estas empresas denunciaram os três empresários por considerarem que estes estavam a ocultar aos credores da Marsans os bens da agência de viagens, de forma a não pagar a dívida contraída junto delas, que ascende aos 45 milhões de euros.

Os denunciantes solicitaram também o embargo de venda de várias propriedades imobiliárias que pertenciam anteriormente à Marsans, em Nova Iorque, Toledo no estado do Ohio, México, Holanda e Portugal, assim como um Rolls Royce Phantom.

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