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07/12/2012 - Agência Financeira Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Metro sul do Tejo: taxa de fraude ronda os 27%

Sistema de validação dos bilhetes será alterado em breve.

A taxa de fraude no metro sul do Tejo ronda os 27 por cento, de acordo com a vogal do conselho diretivo do IMTT. Ana Pereira de Miranda adiantou que está a ser ponderada a alteração do sistema de validação de títulos.

«A taxa de fraude é entre 25 e 27 por cento», disse a responsável do IMTT, durante a comissão de inquérito parlamentar às Parcerias Público-Privadas (PPP), explicando que «o Estado não gasta nem mais um tostão na compensação [à concessionária] pela fraude».

A vogal do IMTT afirmou que «está a ser ponderada a instalação dos validadores fora dos veículos, ao lado das máquinas que vendem os bilhetes», acrescentando que falta decidir quem paga esta alteração do sistema de validação dos títulos, que custará cerca de 200 milhões de euros.

«A questão é quem paga. O que foi transmitido à concessionária é que tem que haver uma aproximação e aparentemente terá sido aceite pela concessionária».

Já sobre os erros nos estudos de tráfego realizados para o metro sul do Tejo, Ana Pereira de Miranda desvalorizou: «Os estudos são apenas modelos» que assentaram em pressupostos que «acabaram por não se concretizar», explicando que, na altura, existia «uma expectativa de convergência de preços entre a ponte 25 de Abril e a ponte Vasco da Gama, o que não se veio a concretizar».

A vogal do IMTT respondeu assim às perguntas do centrista Hélder Amaral, sobre o facto do tráfego real corresponder a menos de 30 por cento das previsões iniciais de procura, de acordo com a auditoria de 2011 do Tribunal de Contas.

Na quinta-feira, na mesma comissão, o presidente da concessionária, José Luís Brandão, defendeu que «há coisas que podiam melhorar» no metro Sul do Tejo, nomeadamente o sistema de validação de títulos, que, por imposição das condições do concurso, «está a bordo dos veículos».

A responsável do IMTT, que acompanha a concessão do metro sul do Tejo, atribuída, em 2002, à empresa do grupo Barraqueiro Metro - Transportes do Sul, adiantou que também estão a ser negociadas metodologias para melhorar a contagem de passageiros, que considerou «a pedra de toque deste contrato de concessão».

«Sabendo que existe uma procura efetiva baixa, existe necessidade de compensação à concessionária, mas o que é essencial é que o Estado tenha a certeza absoluta que os dados são fiáveis e estão certificados».

De acordo com a auditoria do Tribunal de Contas (TC), ao desempenho do projeto entre 2008 e 2010, «o metro sul do Tejo não apresenta evidências de ser economicamente viável», adiantando que «a própria concessionária reconhece que a viabilidade económica não é possível sem o apoio do Estado».

«O atual modelo contratual não se mostra vantajoso nem para o Estado concedente, que assume grande parte do risco de tráfego, pagando anualmente à concessionária indemnizações compensatórias, nem para a concessionária, que acaba por assumir risco de fraude», lê-se no documento.

A auditoria de 2011 concluiu ainda que o tráfego real corresponde a menos de 30% das previsões iniciais de procura, o que evidencia uma deficiente estimativa da procura.

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