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04/12/2012 - G1 Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Operação Purificação prende 59 policiais corruptos no Rio de Janeiro

Por: Eduardo Tchao

A investigação desmontou um forte esquema de corrupção, onde os policiais militares recebiam propina do tráfico. A operação prendeu também vários traficantes, uma falsa pastora e um advogado.

Uma grande investigação, chamada de Operação Purificação, desmontou um forte esquema de corrupção envolvendo policiais militares, que recebiam propina do tráfico. Cinquenta e nove policiais, vários traficantes, uma falsa pastora e um advogado foram presos. O tenente-coronel Claudio Lucas Lima, comandante do batalhão de Caxias, onde a maioria dos policiais trabalhava, foi exonerado do cargo.

A operação começou no fim da madrugada desta terça-feira (4). Os agentes seguiram para Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, a procura do sargento Emerson Wagner Costa Sousa, que segundo as investigações, seria um dos principais homens da quadrilha. Ele não estava em casa, mas foi preso quando chegava para trabalhar.

O sargento Emerson teve seu armário revistado e os agentes encontraram munição, uma touca ninja e uma pequena quantidade de cocaína. No fim da manhã, o militar foi levado para a sede da Polícia Federal, no centro do Rio de Janeiro.

Além dele, outros 26 PMs também foram presos dentro do batalhão da Polícia Militar de Duque de Caxias. Todos são acusados de cometer crimes como tráfico de drogas, extorsão, corrupção, homicídio e formação de quadrilha.

Na Lapa, no centro da cidade, policiais federais prenderam Lemuel Santos de Santana, o advogado da quadrilha. De acordo com as investigações, era ele que contratava advogados para defender traficantes presos e um dos homens que coordenava o pagamento de propinas para policiais.

A operação, resultado de um ano de investigação, contou com a participação de PMs do batalhão de Duque de Caxias e de outras unidades da Baixada Fluminesnse, do Ministério Público do Rio de Janeiro, além do apoio da Polícia Federal, da Secretaria de Segurança e da própria Polícia Militar.

Os agentes descobriram que policiais formavam grupos para recolher o dinheiro em dez comunidades, em uma operação chamada “tour da propina”. Eles arrecadavam de R$ 1,5 mil a R$ 2,5 mil por semana em cada localidade, de acordo com o movimento do tráfico. O esquema de cobrança do propina era tão sofisticado, que os policiais chegavam a receber o dinheiro diretamente em conta-corrente. Segundo as investigações, há casos até de PMs de férias que cobram o depósito na conta.

Os policiais presos vão fazer exames de corpo de delito e serão levados para o presídio de Bangu 8. Segundo o Comando geral da PM e a Secretaria de Segurança, todos os policias serão demitidos e expulsos da Corporação.

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