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20/10/2007 - Diário de Cuiabá Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Por uma ética possível

Por: Onofre Ribeiro


Essa estória de ética pra cá, ética pra lá, tomou conta de todas as conversas e de todas as preocupações. Em qualquer roda de conversas, lá está a ética incomodando. Pior é que a gente sabe o que é, e mesmo que não saiba definir racionalmente, intui que é uma atitude geral e pessoal. Mas acaba ficando mesmo nas conversas e, como tudo, uma hora esfria.

A história sempre mostrou. Em tempos de transformações, aparecem as crises morais e comportamentais. Neste momento a corrupção domina a sociedade de alto a baixo. Mas há setores da sociedade que combatem na mesma proporção. Então o jogo está equilibrado em qualidade, embora numericamente menor para os justos. A política se emporcalhou, mas existe gente preocupada com a nova ética na política. O serviço público virou pó, mas lá dentro tem gente comprometida que sabe que isso não poderá durar pra sempre. Os bancos, as empresas telefônicas e outras tantas prestadoras de serviço exploram o usuário, mas existem outras e algumas organizações não-governamentais decentes comprometidas com bons serviços. Mas não são só essas: a família, a escola, as igrejas, as universidades, a saúde pública, a segurança pública, a violência, o saneamento, o lazer coletivo, o transporte público, a falta de empregos, a falta de jovens preparados para o emprego que existe. E por aí afora vão...!

Assim está no geral. Uma banda podre, e uma banda sadia. Ainda prevalece o poder da banda podre. Mas na medida em que os apodrecidos exercitam o seu poder, os construtores do bem se indignam e reagem, levando junto parcelas da sociedade.

A síntese disso tudo, é que as transformações estão num momento agudo. Pra todo lado que se olha as coisas estão mudando. A isso se chama de crise ou, quem quiser, de caos. Mas nem crise e nem caos representam desordem. Representam apenas a falta de uma ordem geral. E não há uma ordem geral por causa das transformações gerais. Não é o fim do mundo. Ao contrário. É a hora de quem se tocar, transformar-se para começar a transformar o seu mundo individual, familiar, profissional e geral, numa proporção que se multiplica coletivamente. Mas tem de começar em cada um. De cima pra baixo não se muda nada. É de baixo pra cima, pra dar resultado.

A ética é um sentimento que vai e vem ao sabor das construções sociais de cada época. As mudanças de época trazem sempre grandes sofrimentos gerais. Como agora. O país vive um momento de grande sofrimento que se reflete nas pessoas e elas refletem de volta no mundo.

Não existem regras para se viver nesses momentos. Andei pesquisando as grandes transformações da História dos últimos 300 anos, e vejo nelas exemplos muito parecidos com os de agora, embora ao modo de cada época. A conclusão final de toda essa loucura que estamos vivendo, é que estamos numa passagem do tempo. E será o próprio tempo quem nos levará ao próximo porto da ética, de onde, mais hora menos hora, começará tudo de novo, nova crises, novas mudanças...!

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