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06/12/2012 - Jornal Cruzeiro do Sul Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Estelionatário aplicava golpe com falso evento

Por: Marcelo Roma

Milton Galvão Rodrigues, preso em Sorocaba, é acusado de crimes em quatro Estados

Apresentando-se como empresário no ramo de eventos de esportes radicais e entretenimento, Milton Galvão Rodrigues, 46 anos, é acusado de aplicar golpes de estelionato nas cidades por onde passava. Em Sorocaba, ele não teve a sorte que o acompanhava em outros lugares e acabou preso. O crime que o levou para a prisão foi a receptação de um carro furtado na terça-feira à noite, mas policiais civis da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) já estavam atrás dele desde o início da semana.

Milton usava nomes falsos para não ser descoberto. Misturava nomes e sobrenomes. Ora era Milton Klaus, depois Ralph Rodrigues, Ralph Klaus, entre outras combinações. "É um estelionatário de vasta experiência no mundo do crime", disse ontem o delegado Acácio Aparecido Leite. Há denúncias de golpes em Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rondônia e São Paulo.

O estelionatário chegou na semana passada a Sorocaba. Se preparava para aplicar o golpe e fugir com uma bolada, que seria o dinheiro arrecadado com patrocinadores para um evento de balonismo e paraquedismo que, conforme chegou a divulgar na cidade, ocorreria no próximo domingo.

Para conseguir os contatos necessários para o suposto evento, Milton convencia pela boa conversa e argumentos falsos, de que tinha incentivo cultural da Lei Rouanet para o projeto e já trabalhou em emissoras de televisão. Costumava também aplicar golpes em hotéis (onde se hospedava e saía sem pagar as diárias), restaurantes e gráficas. Se valia da condição de empresário e prometia saldar as dívidas após o evento que na verdade não aconteceria.

Milton procurou a agência Hellol Casting para divulgar o evento. Não fechou contrato, mas os primeiros contatos foram realizados. A sócia-proprietária da agência, Idelce lara, disse que ele queria o apoio da Prefeitura, que serviria como espécie de aval para o evento. Idelce porém afirmou que não houve pedido nesse sentido por intermédio da agência.

O encontro com empresários a fim de obter o patrocínio ocorreria numa casa noturna de Sorocaba. Milton procurou também a rádio Ipanema FM para divulgar o suposto evento. O contrato de propaganda foi fechado em R$ 8 mil, mas nenhum anúncio chegou a ser veiculado, segundo o gerente comercial da rádio, Valdir Ferreira dos Santos. Foram porém colocados no ar alguns informes dentro da programação como conteúdo jornalístico.

Na agência e na rádio cresceu a desconfiança em relação a Milton. "Ele parecia querer ser mais do que é", conforme Idelce. Policiais da DIG foram avisados no fim de semana e investigaram o passado do homem que se apresentava como empresário experiente no ramo de esportes e entretenimento.

O jornal O Rondoniense, de Rondônia, noticiou em outubro do ano passado que Milton deixou um rastro de R$ 200 mil em prejuízo no comércio da cidade de Vilhena. Ele teria prometido a presença da presidente Dilma Rousseff na festa de aniversário da cidade.

Prostituição

O delegado da DIG explica que Milton aplicava tipos diferentes de golpes, sempre com o propósito de conseguir dinheiro nas cidades que percorria. Ele aliciaria garotas para prostituição no Rio de Janeiro, encaminhando-as a uma agência de acompanhantes que se chamaria Angel Mix. Conforme Leite, também fechava contratos para festas de formaturas, que não eram realizadas.

Uma mulher de 29 anos que mora em Ribeirão Preto disse que foi chamada por Milton para trabalhar com ele na organização do evento de domingo, em Sorocaba, após contato pela internet. Ela contou que ajudou na divulgação e que Milton prometeu contratá-la como secretária. Falou ainda que depois de Sorocaba a próxima cidade seria Atibaia. Ela não quis ter o nome publicado.

A polícia de Sorocaba trocou informações com a polícia do Rio de Janeiro e a partir da sua prisão a expectativa é que mais golpes sejam esclarecidos, segundo o delegado. Milton é natural de Santos e seria radicado no Rio. Ele não respondeu às perguntas dos repórteres na DIG. "Não tenho nada para falar. Nunca peguei dinheiro de ninguém."

O carro que não devolveu à locadora, um Renault Logan, foi encontrado por policiais militares na rua Etelvina de Souza Melo, Vila Colorau, às 21h de terça. Milton estava na casa de uma mulher e foi preso. Tentou argumentar que o carro tinha sido locado pela ex-companheira na cidade de Maricá, no Rio de Janeiro, e não sabia que havia queixa de furto.

A delegada Marta Tereza Cardum prendeu Milton em flagrante de receptação na delegacia do plantão sul. Poderia responder ao processo em liberdade mediante fiança de R$ 2.500,00, mas não tinha o dinheiro e permaneceu preso. Leite pediu à Justiça a prisão preventiva dele por estelionato, que está detido no Centro de Detenção Provisória (CDP).

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