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20/10/2007 - Futebol Interior Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Ex-presidente do Comercial pode ser preso por estelionato


Santino Soares da Silva Júnior não exerce a função de presidente do Comercial desde o dia 14 de setembro, quando oficializou a sua saída do clube. Mas, mesmo assim, continua defendendo-se dos imbróglios em que envolveu-se no período que comandou o clube.

Após ser acusado de fraude à execução de penhoras, juntamente com dirigentes do Botafogo, Santino está envolvido em outro caso de polícia. O ex-presidente foi acusado de estelionato pela Polícia Federal de Ribeirão Preto por ter cometido crime contra o patrimônio no jogo amistoso entre Comercial e Santos, vencido pelo Leão do Norte por 1 a 0, no dia 20 de janeiro de 2003.

“O Santino enrolava os oficiais de justiça. Ao dizer que pegaria a chave para abrir a porta da bilheteria do estádio, algumas pessoas passavam pelos guichês e retiravam os dinheiros. Ou ele mesmo passava o valor arrecadado para outras pessoas. Era esse o jogo”, contou o delegado da Polícia Federal, Édson Geraldo de Souza.

O inquérito foi relatado na última quarta-feira e o ex-presidente do Comercial já depôs na PF.

“Ele negou. Deu uma enrolada e não explicou o motivo de fato”, completou o delegado, que de tantos crimes policiais em que se envolveram os clubes de futebol de Ribeirão Preto, comentou.

“Já até tenho uma pasta denominada ‘Futebol’ no meu computador”.

O crime de estelionato não envolve apenas Santino Soares. De acordo com o delegado Édson Geraldo, dois homens que estiveram nas bilheterias no dia do amistoso, em 2003, foram ouvidos e confessaram o crime.

“Naquele jogo contra o Santos, o público pagante foi acima do normal. Tinha umas 17 mil pessoas, mas no caixa não havia dinheiro. Também foram indiciados dois homens que me reservo o direito de revelar os nomes. Os dois homens confessaram a prática”, confirmou.

Como outras pessoas estiveram envolvidas no processo de recolhimento do dinheiro para enganar os oficiais de justiça, existe a possibilidade do crime ser caracterizado como formação de quadrilha.

“A Polícia Federal já concluiu o inquérito e agora são duas possibilidades. Ou o Ministério Público oferece denúncia, ou entende que houve participação de outras pessoas, o que se transformaria numa quadrilha”, explicou o delegado que cuidou do caso.

O crime de estelionato prevê prisão de um a cinco anos e não cabe fiança, pois não foi dado flagrante.

“A fiança é válida apenas para flagrante, o que não aconteceu neste caso. Poderia ser decretada a prisão preventiva ou temporária, até que o caso chegue ao final, mas ao meu entender a temporária não é necessária”, finalizou Édson.

Santino se defende

O ex-presidente do Comercial definiu a possibilidade de ser preso por estelionato como 'mais um presentinho que recebi por tudo que fiz pelo clube'. Ainda sem advogado contratado para cuidar do caso, Santino isentou-se de culpa.

“Depois de quatro anos não vou me lembrar com tantos detalhes, mas não tenho culpa se vendemos os ingressos antecipados naquele jogo contra o Santos, muito menos se a venda foi pouca no dia em que o oficial foi até o estádio”, defendeu-se Santino.

Sobre a possibilidade de prisão, o ex-presidente mostrou-se tranqüilo.

“Muita coisa pode acontecer. Vou me defender através dos advogados, mas não levei vantagem nenhuma neste caso. Não posso fazer nada”, comentou.

De acordo com o ex-cartola, os bilheteiros eram diaristas contratados somente para aquele jogo.

“Agora o jeito é aguardar. Vamos esperar a decisão do Ministério Público”, finalizou.

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