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14/11/2012 - Público.pt - Última Hora Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Grupo que burlou empresário canadiano condenado por rapto e extorsão

Por: Sandra Rodrigues


O Tribunal de Mangualde condenou esta quarta-feira a dez anos de prisão o luso-americano Allan Guedes Sharif pelos crimes de rapto e extorsão qualificada, branqueamento e falsificação de documentos.

O arguido, que não compareceu no tribunal, vinha acusado de ser o mentor de um plano para burlar um empresário canadiano. O caso remonta a Fevereiro de 2007, altura em que Sharif, juntamente com mais oito arguidos, mantiveram durante dez dias em cativeiro o canadiano Timothy Von Kaay.

O tribunal aplicou ainda uma pena de sete anos e meio de prisão a José Guedes, também arguido neste processo e que respondeu pelos mesmos crimes imputados a Allan Sharif, excepto o de falsificação de documentos. Paulo Almeida, outro dos envolvidos e que deu origem a este processo ao denunciar o caso, recebeu uma pena de seis anos de prisão pelos crimes de rapto, extorsão e branqueamento. O tribunal condenou ainda mais cinco arguidos a pena suspensa.

No final da sessão, o advogado de José Guedes, Ricardo Sá Fernandes, anunciou que vai recorrer da sentença. Afirmou que o seu cliente é “inocente” de um processo que considerou um “horror”. “Estamos perante um conjunto de crimes graves, chocantes mesmo. Creio que face à gravidade, o tribunal até foi benevolente na aplicação das penas. Mas, no meio desta enxurrada, condenou uma pessoa inocente”, sustentou.

Em anteriores sessões do julgamento, o luso-americano disse que José Guedes não estava implicado no plano, mas o tribunal considerou, ainda assim, que o arguido beneficiou do mesmo.

Hoje, na leitura do acórdão, o juiz realçou o “esquema bizarro” que foi montado para extorquir dinheiro ao cidadão canadiano. Apesar de estarem acusados de associação criminosa, este crime não foi comprovado. O juiz explicou que os arguidos agiram em conjunto, mas com a ideia de “benefício próprio”, num “esquema bizarro” que pretendia obter milhões.

Allan Sharif foi acusado de ter “congeminado” o plano, que passava por atrair o empresário a Portugal. Através de “ameaças psicológicas e verbais”, obrigou-o a fazer o máximo de transferências bancárias. A investigação apurou que a quantia extorquida ascendeu a cerca de 160 mil euros, longe dos valores que Allan Sharif tinha em mente. Foi, aliás, o facto de os valores ficarem aquém do esperado que Paulo Almeida ameaçou contar tudo à polícia. Uma “traição” que lhe custou caro, já que acabou por se ver envolvido por Allan Sharif numa história que acabou com a sua detenção em Miami, nos EUA, sob a acusação de assalto a um banco.

Em Agosto de 2010, Allan Sharif e José Guedes já tinham sido condenados a penas de prisão de 17 e 12 anos, respectivamente, pelos crimes de burla e extorsão que lesaram instituições financeiras de vários países.

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