Monitor das Fraudes - O primeiro site lusófono sobre combate a fraudes, lavagem de dinheiro e corrupção
Monitor das Fraudes

>> Visite o resto do site e leia nossas matérias <<

CLIPPING DE NOTÍCIAS


FALSIDADE DOCUMENTAL NOS PROCESSOS ELETRÔNICOS

Veja aqui a programação deste inédito treinamento programado para o dia 20/12 em São Paulo

Acompanhe nosso Twitter

14/11/2012 - Veja Online Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Condenado falso pai de santo que prometia 'pessoa amada em 3 horas'

Pai Bruno de Ogum e seu ajudante exigiam dinheiro de um homem do Leblon.

Por amor, há quem faça de tudo. E, por esperteza, há os que se aproveitam da ingenuidade e, certamente, do desespero alheio. A Justiça do Rio de Janeiro conseguiu, esta semana, algo inusitado: condenou um "falso pai de santo" e seu ajudante por aplicarem o golpe do "trago a pessoa amada". Apesar de digno de punição, o motivo da condenação não foi o prazo nem o descumprimento da promessa, mas as ameaças e a extorsão praticadas contra a vítima.

Edmar Santos de Araújo, que se intitulava "Pai Bruno de Ogum", e Alex Alberto, o ajudante, tinham sido presos em flagrante por extorquir dinheiro e ameaçar um homem no Leblon, na zona sul da cidade. Um bairro famoso, entre outras coisas, pela quantidade de jovens bonitas que caminham, como em Ipanema, a caminho do mar. A vítima, no entanto, queria trazer seu amor. E achou por bem recorrer a Pai Bruno de Ogum, que prometia trazer "a pessoa amada" em três horas – prazo apertado, por exemplo, para ir do Leblon ao Aeroporto Internacional do Galeão em um dia de trânsito complicado.

O homem apaixonado pagou. O prazo acabou. A pessoa amada não chegou. Pai Bruno de Ogum e seu ajudante, então, passaram pedir mais dinheiro por telefone, com auxílio de duas mulheres. Eles queriam pagamentos adicionais para completar a "feitiçaria", segundo o Tribunal de Justiça. Eis que, muito mais de três horas depois, o homem que contratou o serviço, iluminado, suspeitou que se tratava de um estelionato. Negou-se a pagar e passou a receber ameaças. Alex, o ajudante, tentou se defender dizendo ser apenas motoboy. Não funcionou. Edmar, o falso pai de santo, tentou uma linha de defesa ainda mais ousada: alegou que não houve estelionato, pois oferece "providência espiritual".

O juiz Vinícius Marcondes de Araújo, da 27ª Vara Criminal da Capital, considerou que houve má fé na conduta dos réus, com dolo de estelionato e extorsão. "Da prova colhida não resta a menor controvérsia sobre a existência do fato de que o acusado Edmar - 'pai Bruno' - oferecia o trabalho espiritual atinente a trazer a pessoa amada em três horas, invocando a intervenção do Diabo. Outrossim, o próprio conteúdo da obrigação 'trazer a pessoa amada em três horas (não são nem os tradicionais três dias vistos em cartazes por aí)' corrobora a convicção de que o objetivo de pai Bruno era enganar. Se assim fosse, musas e atores famosos badalados pela mídia estariam perdidos, diante da legião de fãs que dizem amá-los. Os trariam em três horas. Isso não é razoável ou factível", disse, na sentença.

Página principal do Clipping   Escreva um Comentário   Enviar Notícia por e-mail a um Amigo
Notícia lida 171 vezes




Comentários


Nenhum comentário até o momento

Seja o primeiro a escrever um Comentário


O artigo aqui reproduzido é de exclusiva responsabilidade do relativo autor e/ou do órgão de imprensa que o publicou (indicados na topo da página) e que detém todos os direitos. Os comentários publicados são de exclusiva responsabilidade dos respectivos autores. O site "Monitor das Fraudes" e seus administradores, autores e demais colaboradores, não avalizam as informações contidas neste artigo e/ou nos comentários publicados, nem se responsabilizam por elas.


Patrocínios




NSC / LSI
Copyright © 1999-2017 - Todos os direitos reservados. Eventos | Humor | Mapa do Site | Contatos | Aviso Legal | Principal