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19/10/2007 - Gazeta Mercantil / Investnews Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Realidade nas fazendas não é a esperada pelo governo

Por: Neila Baldi


Na prática, produtores dizem que o sistema de rastreabilidade é passível de fraude. Enquanto governo e representantes das associações de classe da iniciativa privada tentam acertar os ponteiros para a visita da missão européia - que irá vistoriar o sistema de rastreabilidade do gado -, a realidade nas fazendas é outra. Muitos produtores de estados exportadores nem certificam seus animais e outros reclamam de falhas no sistema. Os técnicos europeus estarão no Brasil entre 6 e19 de novembro. Desde 2002 o País tenta implantar a identificação de seu plantel, por exigência européia, e por diversas vezes foi adiada ou refeita.
O pecuarista Ricardo Vinha, de Dom Pedro e Pedro Osório (RS) deixou de rastrear seus animais - apesar de o Rio Grande do Sul ser habilitado para exportar para União Européia - porque não vê vantagem. "Os frigoríficos não dão prêmio", alega. Em sua avaliação, a certificação é o caminho, mas a pressão como está sendo colocada é que está errada. "Trata-se de uma questão comercial. A União Européia quer pagar menos pela carne, que está escassa em todo o mundo", argumenta. O bloco responde por entre 15% a 20% das vendas externas brasileiras. Ele acrescenta que se nem todo brasileiro tem identidade, não vai ser o gado que terá.
Em Mato Grosso do Sul a realidade é parecida, mesmo para quem tem animais certificados. O pecuarista Giuseppe Petralla, com propriedade em Camapuã, diz que nunca teve auditoria em sua fazenda e que, além disso, o sistema é falho, uma vez que ao copiar o número do brinco o funcionário pode errar. Assim como o produtor gaúcho, ele reclama de não ter prêmio pelo animal rastreado. "É muito difícil o País controlar, pois nem o Imposto de Renda, que mexe no bolso do governo, tem esse contro-le", afirma.
"É um trabalho extremamente sofisticado, difícil de conseguir fazer se não tiver uma qualificação dos funcionários", diz Marcos Reinach, que tem um plantel em Aparecida do Taboada (MS). Segundo o produtor, a adesão voluntária ao sistema fará com que o mercado regule a rastreabilidade, no entanto, ele considera inviável a identificação de todos os animais. "É uma utopia. Um boi pode perder um brinco, por exemplo", argumenta. Falta, em sua avaliação, um sistema que evite fraudes. Diferentemente de outros produtores, diz que recebe um prêmio de R$ 2 por arroba pelo animal certificado.
O presidente da Comissão Nacional de Pecuária de Corte da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Antenor Nogueira, diz que apesar das diferentes realidades da pecuária brasileira, o País tem condições de cumprir as exigências da missão européia. Segundo ele, nos últimos 90 dias a iniciativa privada - CNA e Associação Brasileira da Indústria Exportadora de Carne (Abiec) - percorreu os estados e encontrou algumas inconformidades, mas que há tempo hábil para repará-las. "Não tenho o menor receio da auditoria da UE em relação à rastreabilidade".
O secretário de Desenvolvimento Agropecuário e Cooperativismo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Márcio Portocarrero, alega que o sistema não permite fraude, pois existem as auditorias das certificadoras e do governo. Segundo ele, por se tratar de uma exigência de mercado, aquele que quiser vender para frigorífico que exporta para a União Européia terá de se adequar.

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