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03/11/2012 - A Tribuna Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Falso médico que passou por Santos é preso no Mato Grosso do Sul

Por: Maurício Martins


A certeza da impunidade deve explicar a contínua ação criminosa de Bruno Willian Moreno da Silva, preso na quinta-feira, pela quarta vez, exercendo ilegalmente a Medicina. O falso médico atendia em um hospital da cidade de Costa Rica, no Mato Grosso do Sul, que fica a 300 km da capital daquele Estado, Campo Grande, e pouco mais de 900 km de São Paulo.

A Tribuna publicou reportagem, há pouco mais de dois meses, denunciando a atuação do criminoso em Santos. Na Cidade, ele deu plantão, durante cinco meses, no pronto-socorro do Hospital Frei Galvão (Rua Doutor Heitor de Moraes, 23, no Boqueirão) e trabalhou como médico de ambulância na empresa Brasil Emergências. Tinha documentação falsa e se identificava como Bruno Silva Faria de Luna, nome de um profissional que é realmente inscrito no Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp).

Em Santos, Bruno Willian Moreno da Silva teria sido responsável pelo tratamento que resultou na morte, por leptospirose, no dia 1º de julho, da psicopedagoga Silvana Mattos de Souza Martins, que tinha 30 anos. Também é acusado de ter assediado sexualmente uma paciente.

Ao ter a identidade descoberta, no entanto, o falso médico fugiu para o Mato Grosso do Sul. Mas não parou de clinicar: imediatamente, arrumou outro emprego na Fundação Hospitalar de Costa Rica (FHCR).

Com Bruno Willian Moreno da Silva, acharam-se documentos e cartões bancários em nome de terceiros

Prisão

De acordo com o delegado Cleverson Alves dos Santos, responsável pela delegacia de Costa Rica, a informação de que o falso médico atuava na cidade chegou por denúncia anônima. Bruno William, que tem 28 anos, estaria há aproximadamente dois meses no local, período que coincide com a data em que ele fugiu de Santos.

“Identificamos o único Bruno que tinha no hospital e o trouxemos para a delegacia. Pelo CPF que estava no cartão médico dele, eu entrei no sistema de habilitação e vi que aquele CPF era de Bruno Alves Silva (nome pelo qual ele se apresentava), só que a foto era de outra pessoa”, conta o delegado. Segundo o policial, o verdadeiro Bruno Alves Silva é médico no Estado de São Paulo.

O impostor chegou a negar a fraude. “Ele ficou bravo comigo, disse que (a prisão) era arbitrariedade e que iria tomar providências. Ligou até para o diretor do hospital, e todo mundo achava que ele era médico de verdade”.

O delegado solicitou ao hospital a lista de todas as pessoas atendidas pelo criminoso para que as vítimas prestem depoimentos. Santos quer saber se algo mais grave aconteceu com alguém, pois nos últimos 20 dias o golpista deu plantão toda noite. “Ele chegou a entubar uma pessoa aqui na cidade durante um plantão. E fez procedimentos de alto risco”.

O falso médico foi indiciado por exercício ilegal da Medicina, falsidade ideológica e estelionato. Com ele, foram apreendidos documentos e cartões bancários em nome de terceiros. “Eu o autuei em flagrante e vou representar pela prisão preventiva, para que ele permaneça detido. Estou juntando todas as reportagens, porque ele tinha várias identidades”, ressalta o delegado.

Ficha suja

A ficha criminal do falso médico é extensa. Diferentemente de Santos, onde ele não foi incomodado pela polícia, Bruno Willian já havia sido preso em Guarulhos (SP), em Minas Gerais e na Bahia.

O golpista chegou a cumprir pena por estelionato, mas voltou ao crime após conseguir liberdade provisória. Atendendo pacientes em oito clínicas particulares de Guarulhos, foi detido em 2006.

Libertado por força de habeas corpus, o falso médico migrou para Minas Gerais. Em 2009 policiais conseguiram novamente prendê-lo pelo exercício ilegal da Medicina no município de Bocaiuva, no Interior daquele Estado. Apesar de colocar em risco a vida de pacientes, foi solto de novo.

Demonstrando não se importar com as leis, em 2011 voltou a ser preso em flagrante na Bahia, após tentar se matricular no curso de Medicina de uma universidade pelo sistema de cotas. Na ocasião, ele alegou ser surdo e apresentou documentos falsos na tentativa de manter a fraude.

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