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19/10/2007 - Folha de São Paulo Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Quadrilha tentou usar erro em documento do BB para fraude de R$ 1 bi

Por: Ygor Salles


Um erro de digitação em um informe de rendimentos do Banco do Brasil há dez anos quase causou um rombo de R$ 1 bilhão aos cofres do banco. Uma quadrilha tentou fazer uso deste erro -que já tinha sido corrigido pelo banco- para receber o dinheiro. Este grupo foi preso nesta sexta-feira pela operação Alquimista da Polícia Federal.

Foram detidos temporariamente até o momento 23 pessoas, e uma está foragida. Entre eles estão dois analistas do Banco do Brasil, dois auditores da Receita Federal, um ex-delegado da Polícia Federal, quatro advogados, um ex-deputado estadual do Rio (que também era oficial de alta patente da reserva do Corpo de Bombeiros) e vários doleiros.

Tudo começou há cerca de dez anos, na cidade de Americana (128 km de São Paulo). Um cliente do Banco do Brasil recebeu seu informe de rendimento -documento usado para declarar o Imposto de Renda- que tinha valores muito superiores aos verdadeiros.

Preocupado com a possibilidade de ter que pagar um alto valor de imposto devido ao documento, o cliente -um aposentado morador da cidade- pediu a correção dos valores no banco, no que foi prontamente atendido.

Porém, anos depois ele resolveu tentar convencer o banco de que era o real dono do dinheiro- que chegaria, nos valores de hoje, em R$ 1 bilhão. Para tal, entrou em contato com a quadrilha.

"O banco nos contatou e iniciamos as investigações", disse Rodrigo de Campos Costa, delegado responsável pelas investigações da operação. A preocupação do banco, disse o delegado, não era em perder o dinheiro, e sim em tentar descobrir se havia funcionários do próprio BB envolvidos. Tais investigações já ocorriam há pouco mais de um ano.

O esquema era sofisticado. A quadrilha tinha funcionários do BB para ajudar no trâmite administrativo, advogados e o ex-deputado faziam lobby pela liberação dos recursos e funcionários da Receita Federal chegaram a fazer um comunicado falso ao cliente de cobrança de impostos referentes ao valor que estaria no banco para ser usado como "prova" da existência dos valores.

Caso a quadrilha conseguisse sacar o dinheiro, doleiros que faziam parte do grupo já tinham montado uma operação que pulverizaria os recursos entre contas na Suíça, Uruguai e Estados Unidos. As 15 contas localizadas no Uruguai e nos EUA já foram bloqueadas através do DRCI (Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional).

Os envolvidos responderão por crimes de corrupção ativa e passiva, formação de quadrilha, tentativa de estelionato, evasão de divisas e lavagem de dinheiro, cujas penas variam de cinco a dez anos anos de reclusão.

Além das prisões, a PF apreendeu computadores, documentos e R$ 65 mil em dinheiro encontrados com os membros da quadrilha. "A partir deles podemos continuar as investigações", disse Costa.

O objetivo da operação agora é descobrir, através dos documentos apreendidos, mais sobre o esquema de lavagem de dinheiro dos doleiros envolvidos. "Outros fatos que poderão vir a surgir estarão sujeitos a investigações futuras", disse o superintendente da PF em São Paulo, Jaber Saad.

O Banco do Brasil informou ainda que não teve qualquer prejuízo e a tentativa de golpe foi identificada pelo próprio banco e notificada à Policia Federal.

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