Monitor das Fraudes - O primeiro site lusófono sobre combate a fraudes, lavagem de dinheiro e corrupção
Monitor das Fraudes

>> Visite o resto do site e leia nossas matérias <<

CLIPPING DE NOTÍCIAS


FALSIDADE DOCUMENTAL NOS PROCESSOS ELETRÔNICOS

Veja aqui a programação deste inédito treinamento programado para o dia 20/12 em São Paulo

Acompanhe nosso Twitter

26/10/2012 - Diário da Manhã Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Falsificação de uísque é descoberta pela PM

Por: Maurício Reis


Mais uma fá­brica de adul­te­ração de be­bidas, que co­loca em risco a saúde da po­pu­lação, é des­co­berta em Goi­ânia, desta vez uísque. No início da manhã de ontem, por volta da 6h30, Gláucio Ke­nedy da Silva, 39, Thaís Cris­tina Car­neiro, 27, e uma mu­lher não iden­ti­fi­cada, foram abor­dados por po­li­ciais mi­li­tares no vi­a­duto do anel viário, pró­ximo ao Setor Ga­ra­velo, em Apa­re­cida de Goi­ânia.

Na abor­dagem foi en­con­trado um pa­pe­lote de co­caína no bolso da calça de Thaís, que de ime­diato acusou Gláucio como dono da droga, este por sua vez, disse que o en­tor­pe­cente per­tencia a Thaís, e após muitas trocas de acu­sa­ções, Gláucio quis por fim a dis­cussão e tentou su­bornar os po­li­ciais mi­li­tares ofe­re­cendo duas caixas de Uísque im­por­tado. Os po­li­ciais dis­seram a ele que se in­te­res­savam pelo pro­duto e pe­diram para buscar as tais caixas na casa dele.

Já na re­si­dência de Gláucio, lo­ca­li­zada na Rua W-12, quadra 34, lote 46, Re­si­den­cial Itaipu, em Goi­ânia, os po­li­ciais mi­li­tares se de­pa­raram com um “la­bo­ra­tório” pre­pa­rado para adul­te­ração da be­bida. Gláucio com­prava o pro­duto de menor valor da marca Chan­celer, re­ti­rava o lí­quido co­lo­cando-o em gar­rafas de pro­dutos de maior valor co­mer­cial como Logan, White Horse, Chivas, Old Parr e ou­tros. Não só Uís­ques eram adul­te­rados como também vodca e ca­chaça.

Gláucio com­prava vodca ba­rata, re­ti­rava o lí­quido e abas­tecia gar­rafas de Ab­solut. Já as ca­chaças, ele co­lo­cava o lí­quido da Ypióca na gar­rafa de Jose Cu­ervo. Na casa do acu­sado foram apre­en­didos caixas uísque de baixa qua­li­dade, la­cres de im­por­tação fal­si­fi­cados, cola, funis e gar­rafas va­zias de vá­rias marcas de be­bidas al­coó­licas im­por­tadas, ao todo vinte caixas.

Os po­li­ciais mi­li­tares deram voz de prisão a Gláucio e a Thaís en­ca­mi­nhando-os ao 20º Dis­trito Po­li­cial, no Setor Su­do­este. Na de­le­gacia, Gláucio ficou de­tido, e Thaís após as­sinar o Bo­letim de Ocor­rência por porte de en­tor­pe­cente foi li­be­rada.

O de­le­gado ti­tular do 20º DP, Emerson Mo­rais de Oli­veira disse à re­por­tagem do DM que es­tava es­tu­dando os ar­tigos do có­digo civil para ver em qual en­qua­drava Gláucio. No en­tanto, como ele não foi pego, em fla­grante, ne­go­ci­ando o pro­duto, o acu­sado foi in­ter­ro­gado e li­be­rado. Gláucio vai res­ponder na Jus­tiça por adul­te­ração de be­bida, ou seja, crime contra o con­su­midor.

Fal­si­fi­cação de Cer­veja na grande Goi­ânia

No final do mês se­tembro, a Po­lícia Civil, por meio da De­le­gacia do Con­su­midor (Decon), fe­chou uma fá­brica de fal­si­fi­cação de cer­veja na Rua JM-13, quadra. 44, lote 05, no Jardim das Oli­veiras, em Se­nador Ca­nedo, na Grande Goi­ânia.

Mi­guel So­ares de Souza, 56, foi preso em fla­grante. Ele con­fessou que ad­quiria cer­veja de marcas mais ba­ratas, como Polar e Gla­cial e subs­ti­tuía o ró­tulo e a tampa das mais caras como Skol, An­tár­tica e Schin­ca­riol. O golpe era apli­cado em bares pe­ri­fé­ricos da Ca­pital e em Se­nador Ca­nedo.

O preso adul­te­rava as cer­vejas na fa­bri­queta mon­tada no quintal da sua casa. O local, in­sa­lubre, ar­ma­ze­nava de­zenas de en­gra­dados, com casos va­zios, uma caixa d’água, usada para a re­ti­rada dos ró­tulos, mesa, com re­ci­pi­ente com cola, usada para colar os ró­tulos e uma prensa, uti­li­zada para a co­lo­cação das tampas.

Mi­guel foi au­tuado em dois ar­tigos no 171 do Có­digo Penal, por es­te­li­o­nato, e também pelo Có­digo de De­fesa do Con­su­midor, por vender pro­dutos im­pró­prios para o con­sumo. A pena pre­vista é de oito anos. No de­poi­mento, Mi­guel re­velou que vendia cerca de 20 en­gra­dados por mês, e também afirmou que o lucro era pe­queno, uma vez que, com­prava a caixa do pro­duto mais em conta por R$ 45 e o vendia adul­te­rado por R$ 60.

Página principal do Clipping   Escreva um Comentário   Enviar Notícia por e-mail a um Amigo
Notícia lida 144 vezes




Comentários


Nenhum comentário até o momento

Seja o primeiro a escrever um Comentário


O artigo aqui reproduzido é de exclusiva responsabilidade do relativo autor e/ou do órgão de imprensa que o publicou (indicados na topo da página) e que detém todos os direitos. Os comentários publicados são de exclusiva responsabilidade dos respectivos autores. O site "Monitor das Fraudes" e seus administradores, autores e demais colaboradores, não avalizam as informações contidas neste artigo e/ou nos comentários publicados, nem se responsabilizam por elas.


Patrocínios




NSC / LSI
Copyright © 1999-2017 - Todos os direitos reservados. Eventos | Humor | Mapa do Site | Contatos | Aviso Legal | Principal