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18/10/2007 - cidadeverde.com Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Dois empresários são presos pela PF acusados de tráfico de madeira


A Polícia Federal realiza nesta quinta-feira a Operação Woodstock, para prender suspeitos de integrar uma quadrilha de extração e exportação ilegal de madeira. Foram expedidos 25 mandados de prisão, que devem ser cumpridos nos Estados de Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia e Piauí, além do Distrito Federal.
No Piauí, o Mário Roberto Lemos Guerra, na cidade de Corrente (a 900 km de Teresina), por cometer crime ambiental. Outra pessoa, Idaiano Saldanha Câmara, foi preso por policiais federais do Piauí, na cidade de Formosa do Rio Preto-Ba.

A quadrilha atuaria com a venda ilegal do jacarandá-da-bahia (Dalbergia nigra), utilizado para fabricar instrumentos musicais. Segundo informações da PF, a quantidade de madeira necessária para fabricar apenas um violão é vendida nos Estados Unidos por até US$ 800.

O nome do chefe da organização ainda não foi divulgado. Conforme a PF, ele seria um brasileiro com cidadania americana e exportaria a madeira para diversos países, entre eles Estados Unidos e Canadá. Um suspeito está sendo procurado no estado americano de Massachusetts, para onde seria vendida a madeira.

As investigações começaram há cinco meses. O produto era extraído, principalmente, no sul da Bahia e no norte do Espírito Santo, em áreas de Mata Atlântica. Segundo a PF, os criminosos também disponibilizavam informações e produtos para venda por meio de um site na Internet.

Além das prisões, serão cumpridos 67 mandatos de busca e apreensão nos seis Estados. A operação conta com o apoio de 400 policiais federais, da Polícia Militar de Minas Gerais, do Instituto Estadual de Florestas, além de um órgão ambiental dos Estados Unidos.

Esquema

De acordo com a PF, a extração e o envio para outras localidades ocorriam com a participação e conivência de agentes públicos. O corte da madeira era feito sem documentação legal. O transporte ocorria com a utilização de documentos que camuflavam a carga de maior valor em meio a madeiras menos valiosas.

Além disso, notas fiscais frias eram usadas para "esquentar" a madeira. O produto seria enviado para os Estados Unidos pelos Correios e em contêineres. Segundo a PF, os compradores, nacionais e internacionais, destinavam o produto, principalmente, para a confecção de "kits" (fundos, laterais, escalas e cavaletes) para fabricação de instrumentos musicais.

Durante a investigação, a PF apreendeu cargas de madeira em aeroportos nos Estados Unidos e Brasil, tendo os suspeitos afirmado perante as autoridades norte-americana e brasileira que se tratava de madeira distinta do jacarandá, como forma de burlar à fiscalização. Conforme a PF, porém, exames periciais confirmaram tratar-se de madeira proveniente da Mata Atlântica Brasileira.

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