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05/10/2012 - Diário de São Paulo Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Cabo é expulso após denunciar falsificação

Por: Thaís Nunes

Policial foi punido por contestar seus superiores ao dizer que não assinou documento em investigação.

“Não fui eu quem assinou esse documento.” A frase, dita em setembro de 2009, motivou a expulsão de um cabo da Polícia Militar na semana passada. Aos 45 anos, 24 deles dedicados à corporação, o PM foi acusado de faltar com a verdade e, por isso, perdeu todos seus direitos trabalhistas, inclusive a aposentadoria. Um laudo da Polícia Técnica comprova que ele tinha razão ao afirmar que alguém adulterou sua assinatura em uma investigação interna do batalhão onde trabalhava.

O cabo prefere manter sua identidade sob sigilo. Em maio de 2009, estava no 29 Batalhão (São Miguel Paulista) quando a Corregedoria o surpreendeu com o colete balístico desfiado e o celular guardado do lado oposto do cinturão, segundo as normas internas da corporação.

O “desvio de conduta” lhe rendeu um procedimento administrativo. Cinco meses depois, o PM teve acesso ao termo acusatório, onde constam dados sobre os delitos pelos quais estava sendo investigado. Ao ler o documento, ficou surpreso quando viu que o papel estava assinado. “Eu não tinha tido visto até então. Só então soube que havia sido falsificado.”

Foi aí que o cabo questionou o seu oficial e exigiu explicações. Em resposta, o tenente instaurou um procedimento interno por “faltar com a verdade”, um processo criminal por falsidade ideológica e o transferiu para o 48º Batalhão (Itaquera). Durante a investigação, o exame grafotécnico concluiu que, de fato, o documento não havia sido assinado pelo cabo (veja abaixo).

Diante disso, o Ministério Público e o batalhão arquivaram o caso. A Corregedoria da PM, entretanto, considerou que o cabo mentiu e desrespeitou seus superiores. Uma “desonra ao decoro profissional”, segundo informou o Comando da PM.

A Polícia Militar esclareceu, em nota, que testemunhas confirmam que o cabo assinou o documento e, por isso, ficou comprovada a intenção dele em plantar uma “nulidade nos feitos”. O policial alega que essas testemunhas são subordidnadas ao oficial com quem discutiu. A PM afirma que o cabo tem amplo direito de defesa sobre a decisão.

Há um mês, o DIÁRIO revelou que a assinatura da mãe de um jovem que havia sido executado foi falsificada dentro de um batalhão para inocentar os PMs suspeitos do crime.

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