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17/10/2007 - Correio Braziliense Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Promoções e vantagens anunciadas por telefone são suspeitas, diz polícia


Golpes feitos através de aparelhos celulares não são novidade e já fizeram centenas de vítimas em todo País. Quando um tipo é descoberto e divulgado, as ocorrências diminuem, mas novas formas de enganar as vítimas surgem. A Polícia Militar lançou um alerta à população sobre as mensagens de texto anunciando falsos prêmios. A titular da Delegacia de Falsificações e Defraudações, Vera Lúcia da Silva, afirma que as armadilhas são as mesmas, apenas a roupagem mudou.

A delegada conta que já recebeu centenas de ligações nos últimos dois anos de pessoas que caíram em algum golpe pelo telefone. “De falsos seqüestros a promoções de TV, o fato é que os estelionatários estão cada dia mais criativos”, reconhece a delegada. O mais recente é o da mensagem de texto sobre uma promoção do SBT. “Há cerca de dois meses era da Rede Record, mas parou um tempo e agora mudaram de emissora”, destaca. Ela ressalta que houve 10 ocorrências neste ano somente na Delegacia de Falsificações e Defraudações, fora nas delegacias de cada satélite.

A delegada desconfia que a quadrilha responsável pelo crime seja a mesma. “Geralmente eles agem de dentro de presídios de São Paulo, Rio de Janeiro e Nordeste, principalmente Fortaleza, onde há um celeiro de estelionatários”, informa. Vera Lúcia da Silva acrescenta que muitos dos envolvidos costumam ter uma extensa ficha criminal, mas dificilmente ficam muito tempo presos simplesmente por estelionato. “Provavelmente eles querem esses créditos de celular para manter contatos sobre seus crimes”, deduz.

Ainda que os golpes sejam muito difundidos, eles continuam acontecendo porque tem alguém que cai, acredita a delegada Vera Lúcia Silva. “Cada golpe tem um público-alvo, eles sabem que podem ficar tentando que vão conseguir uma vítima”, lamenta. A delegada atribui o avanço às novas tecnologias. “Antigamente os criminosos tinham que se expor, chegar perto das pessoas, contar uma história, correndo risco de serem pegos. Hoje eles não precisam da violência nem de aparecer, emitem grande quantidade de mensagens, contam uma anedota e saem no lucro se alguém acreditar”, explica.

Para evitar cair no conto do vigário, a delegada dá dicas. “Em geral, os estelionatários são pessoas iletradas, sem coerência, mas a notícia boa toca no emocional e a vítima fica tão entorpecida que não toma cuidados necessários”, comenta. “As pessoas só pensam ‘o que são alguns cartões diante de um carro?’, e caem sem pensar”. A delegada confirma que há mesmo empresas idôneas que têm os dados dos clientes, mas nem sempre se pode confiar em quem está do outro lado da linha. “O ideal é procurar alternativas de não passar informação pelo telefone e sempre confirmar oficialmente o que lhe foi dito com a empresa citada, além de não aceitar as condições impostas para receber o prêmio”, aconselha.

Serviço
Em caso de dúvidas ou confirmação de golpe, ligue para a Delegacia de Defraudações e Falsificações no telefone 3362-5904 ou registre uma ocorrência na delegacia mais próxima.

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