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03/10/2012 - G1 Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Suspeitos de estelionato no ES têm pedidos de prisão suspensos

Por: Leandro Tedesco

Líder da quadrilha foi preso na terça (2) por lavagem de dinheiro no RS. Ninguém pode ser preso dentro de 5 dias antes das eleições, diz Justiça.

Os três homens detidos em Vitória, nesta terça-feira (2), suspeitos de participarem de quadrilha que cometia estelionato no Espírito Santo e lavagem de dinheiro no Rio Grande do Sul, tiveram o pedido de prisão suspenso nesta quarta-feira (3), segundo a Polícia Civil. O motivo, conforme definiu a Justiça Eleitoral, é que ninguém pode ser preso dentro de cinco dias antes das eleições. O líder da quadrilha também foi preso no mesmo dia, em Canela, município gaúcho. De acordo com a polícia, ele é responsável pela Revisa, financeira com sede na capital capixaba, que foi fechada em setembro deste ano após denúncias no Procon do Espírito Santo.

O pedido de prisão continua valendo 48 horas depois da votação e os suspeitos devem ser presos a partir da próxima terça-feira (8). "Entramos com os pedidos de prisão, mas estes estão suspensos por conta do período eleitoral. No término desse período, que é de 48 horas, entendemos que os mandados têm validade e poderão ser cumpridos. Dessa maniera, eles podem ser presos na próxima semana", explicou o delegado André Cunha.

Através de investigações, a Polícia Civil descobriu que os donos da Revisa e os funcionários contratados por eles agiam de má fé desde o início das atividades. "Eles se valiam das atividades como pastores para terem acesso a várias igrejas e usavam os meios de comunicação desses locais, além de palestras, para manipular os fiéis. Eles diziam que as parcelas dos financiamentos seriam reduzidas significativamente e, ao fim dessas palestras, as pessoas já eram induzidas a assinarem contratos", disse o delegado.

André Cunha ainda explicou que a empresa não possuía conta corrente e usava da conta de terceiros para lavagem de dinheiro. "Contabilizamos uma quantia de R$ 800 mil, que é bastante significativa. Eles ainda fraudavam, nas petições, os endereços das pessoas que pretendiam reduzir os financiamentos. Entre os endereços indicados por eles estão o da mãe de um dos donos e os de funcionários, que tambérm serão ouvidos", afirmou.

Prisão no Rio Grande do Sul

O suspeito foi preso por volta das 7h em uma casa de um condomínio de luxo em Canela que ele havia comprado. Foram apreendidos documentos, contratos e um veículo que, segundo a polícia, ele havia adquirido no município de Gramado, no valor de R$ 40 mil. O alto valor dos bens que o suspeito comprava provocou desconfiança da polícia gaúcha.

"Fizemos contato com o Espírito Santo e descobrimos que havia uma grande investigação. A Delegacia do Consumidor (do Espírito Santo) solicitou a prisão preventiva dele e de mais três integrantes de suposta quadrilha. Foram três presos no Espírito Santo e este em Gramado", disse o delegado Gustavo Barcellos ao G1 RS.

Segundo o delegado André Cunha, do Espírito Santo, a residência e o carro de luxo do dono da financeira foram comprados em nome de terceiros. "O titular da conta nos disse que acreditava na boa fé do dono da financeira, que era pastor da igreja dele e disse que estava passando por maus momentos", explicou.

Financeira fechada em setembro

Policiais da Delegacia do Consumidor e fiscais do Procon fecharam, na tarde desta segunda-feira (3), uma empresa em Vitória que prometia reduzir até pela metade os juros de financiamentos de carros e motocicletas. Mas, muitos clientes perderam os bens e ficaram com o nome sujo.

A Revisa, localizada na avenida Leitão da Silva, teve a atividade suspensa por 10 dias, por ordem do Procon. O professor Amarildo Dias, cliente, contou que a empresa prometia reduzir o valor de financiamentos. Para isso, ele teria que parar de pagar as prestações, até que a empresa fizesse a redução dos juros. Porém, acabou lesado. "Eu parei de pagar as prestações e quase tive o meu bem tomado pelo banco. Juntei as economias que eu possuía no momento para tentar acertar a dívida. Não consegui ainda", relatou no dia 3 de setembro.

O Procon disse que, de agosto de 2011 até o início de setembro recebeu 75 reclamações contra a empresa por propaganda enganosa, não cumprimento ao contrato e cobrança indevida. O órgão disse ainda que a empresa não atendeu aos chamados, nem compareceu às audiências de conciliação.

Reclamações

O Procon recebeu, em um intervalo de 1h30, no dia 4 de setembro, um dia após o fechamento da Revisa, mais nove denúncias contra a financeira, que foi denunciada por oferecer serviço de redução de juros em dívidas e não cumprir o prometido.

Na época, o diretor presidente do Procon, Ademir Cardoso, recomendou que as vítimas deviam registrar reclamações no órgão e que procurem o Juizado Especial Cível para entrar com a ação judicial por danos morais e materiais.

'O consumidor pode entrar em contato com o Procon para auxiliar na negociação dos juros. Nós vamos fazer a tramitação legal, mas não prometer a redução de juros pois tudo depende do contrato que a pessoa assinou'', explicou.

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