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25/09/2012 - R7 Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Com tabela de propina, fraude no Detran do Rio chegou a R$ 7 milhões

Segundo MP, quadrilha lucrava até R$ 200 mil por mês com os crimes.

Fraudes praticadas por funcionários do Detran do Rio geraram um rombo de cerca de R$ 7 milhões aos cofres públicos. Segundo o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) do Ministério Público, que desencadeou nesta terça-feira (25) uma operação com a Polícia Civil do Estado e a corregedoria do Detran do Rio, a quadrilha agia desde julho de 2009 e lucrava cerca de R$ 200 mil por mês.

Segundo a denúncia, o grupo criminoso tinha até uma tabela de propina. Nela os valores variavam de R$ 50 a R$ 1.200, dependendo do tipo de crime. De acordo com o órgão, a prática de vistoria fantasma, na qual o carro era licenciado sem ir ao posto, era a fraude mais comum, mas os acusados também ofereciam transferências de propriedade de veículos e emissão de documentos. Além disso, na investigação, os agentes constataram que funcionários do Detran recebiam dinheiro para fazer vista grossa em alguma vistorias e aceitar a regularização de carros sem condições de circular.

Ao todo, 43 pessoas foram denunciadas à Justiça pela promotoria pelos crimes de formação de quadrilha e corrupção. Os outros dez acusados vão responder por crimes isolados de corrupção, destruição de documento público e inserção de dados falsos em sistema , somando 53 crimes.

No entanto, o Juiz Marcelo Alberto Chaves Villas, da Vara Criminal de Itaboraí, decretou a prisão de 41 acusados e expediu 67 mandados de busca e apreensão. O MP pediu ainda a suspensão do exercício de função pública de 47 funcionários do Detran do Rio e despachantes públicos registrados.

Operação Asfalto Sujo

Após seis meses de investigação, a Polícia Civil do Rio desencadeou a operação “Asfalto Sujo” para cumprir os mandados de prisão. Até às 16h30, segundo a assessoria de imprensa da Polícia Civil, 38 pessoas haviam sido presas, entre elas um policial militar, que chefiava o posto de Campos dos Goytacazes, no norte fluminense. Os outros municípios onde as irregularidades ocorriam eram Itaboraí e São Gonçalo, na região metropolitana, e Magé, na Baixada Fluminense.

Ao todo, 200 policiais foram mobilizados para a ação, que começou às 6h e tinha como objetivo percorrer 12 municípios do Rio em busca de provas e dos acusados: Itaboraí, São Gonçalo, Niterói, Tanguá, Rio Bonito, Cachoeira de Macacu, Magé, Rio de Janeiro, Duque de Caxias, Campos, São Fidélis e Bom Jesus do Itabapoana.

Entre os denunciados estão vistoriadores, peritos, técnicos de controle, certificador, supervisor e, em alguns casos até o chefe o subchefe dos postos. De acordo com o Ministério Público, a propina cobrada pelos serviços era dividida entre eles.

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