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27/09/2012 - Século Diário Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Futura retorna a Nova Venécia após episódio de fraudes nas eleições passadas

Por: Nerter Samora

Diretores do instituto são réus em ação por divulgar pesquisa eleitoral fraudulenta em 2008.

Depois de realizar pesquisas eleitorais fraudulentas nas últimas eleições municipais, o Instituto Futura retorna a Nova Venécia (noroeste do Estado) para realização de um novo levantamento sobre intenções de voto na disputa pela prefeitura. A pesquisa foi realizada nessa terça-feira (25) e os resultados devem ser divulgados na próxima segunda-feira (1). À semelhança do que ocorreu em 2008, o atual levantamento traz suspeição de uma nova tentativa de manipulação dos resultados.

Na época das denúncias de fraudes, as suspeitas foram investigadas pela Polícia Federal (PF), que confirmou a manipulação dos resultados nas pesquisas eleitorais de 2008. O levantamento deixava em desvantagem o então candidato a prefeito Wilson Luiz Venturim, o Japonês (PP), que hoje disputa a reeleição. Neste clima, a Futura volta ao município em uma fase considerada decisiva na disputa, que hoje está polarizada entre Japonês e o candidato Lubiana Barrigueira (PSB).

Em 2008, logo após identificar as irregularidades, a PF indiciou os diretores do instituto (João Gualberto Moreira Vasconcelos e José Luiz Soares Orrico), que respondem até hoje pelo crime na Justiça Eleitoral. Além da condenação ao pagamento de multa de R$ 100 mil em processo que tramitou na zona eleitoral do município naquele ano. Os diretores do Futura aparecem como réus em uma ação penal movida pelo Ministério Público Federal (MPF) em função da divulgação de pesquisa eleitoral fraudulenta.

O processo (número 348.2011.608.0030), iniciado em março de 2011, tramita de forma lenta na Justiça Eleitoral. Após sucessivos pedidos de impedimento dos magistrados, o atual juiz eleitoral do município, Marcelo Faria Fernandes, recebeu a denúncia criminal contra João Gualberto e José Luiz Orrico, em abril deste ano.

Apesar de os diretores terem negado a ocorrência de fraudes , o magistrado levou em conta os relatos de testemunhas que confirmaram a presença do então candidato, o ex-prefeito Valter De Pra, durante os trabalhos de coleta dos dados.

Também pesou na decisão do juiz, o resultado do inquérito policial que apontou possíveis irregularidades na ocasião da divulgação da pesquisa, bem como a manipulação dos dados coletados pelos pesquisadores. “Ante a tudo o que foi colhido na fase investigatória, observo que há indícios mínimos que viabilizam a instauração da ação penal”, concluiu o juiz que analisou a denúncia.

Desde o recebimento da ação, a Justiça Eleitoral está encontrando dificuldades para ouvir os diretores do Futura, que alegam uma série de motivos para dificultar a realização dos interrogatórios. A primeira audiência do caso foi marcada para o dia 17 de maio deste ano, porém, a defesa dos diretores do Futura alegou que um dos sócios estava em viagem ao exterior.

Duas outras datas foram marcadas para a realização das audiências, mas nenhuma acabou sendo realizada. Na sessão marcada para o dia 28 de junho último, a defesa dos diretores do Futura alegou que já tinha audiência marcada para o horário. Na última tentativa, no último dia 06 de setembro, o interrogatório foi adiado por conta de uma nova viagem, desta vez, do advogado para tratamento de saúde.

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