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28/09/2012 - Jornal de Angola Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Rede de falsos médicos é desmantelada

Por: Arão Martins


Uma rede de falsos médicos que actuavam nos municípios da Matala, Quipungo e Lubango foi desmantelada pelos operativos da Direcção Provincial da Inspecção e Investigação da Polícia Económica na Huíla. O director provincial da corporação, superintendente chefe Job de Almeida, disse que, a par dos falsos médicos, foram igualmente desmanteladas redes de pessoas que exerciam ilegalmente a profissão de enfermeiro.
Job de Almeida disse ao Jornal de Angola que os falsos médicos e enfermeiros se dedicavam à actividade sem qualquer carteira profissional que os habilitasse a exercer a profissão. Como resultado das operações, foram detidos 62 indivíduos que se faziam passar por médicos e enfermeiros.
Os prevaricadores transformavam as suas residências e outros locais em “clínicas” de atendimento de pacientes. “Quem assim procede está a incorrer no crime de exercício ilegal de Funções Públicas ou Profissão Titulada, cuja punição está prevista por Lei”, explicou.
Na Huíla, realçou, ainda há muita gente a exercer a actividade médica, de enfermagem e de farmacêutico sem a indispensável Carteira Profissional, o que constitui crime. Em muitos casos, os implicados procediam ilegalmente ao tratamento de diversas patologias, como malária, febre tifóide, tuberculose, entre outras, mesmo sem estarem habilitados para o efeito.
“Relativamente à actividade ilegal de medicina, registámos até Setembro 52 casos de exercício ilegal de funções públicas ou profissão titulada, de que resultaram 62 detidos”, adiantou. Os supostos prevaricadores foram encaminhados para o Tribunal provincial, que está a analisar os processos-crime para posterior julgamento.
Sem respeitar a pessoa humana, os “curiosos” internavam os pacientes, medicavam e muitas vezes chegavam mesmo a fazer intervenções cirúrgicas. “Isto é grave. É necessário fazer um trabalho de esclarecimento das pessoas para deixarem de ir procurar assistência médica e medicamentosa nesses sítios”, realçou, com uma tristeza visível no semblante. Consternado com a situação, acrescentou que o exercício de actividade médica é muito complexo e é preciso estar habilitado para a prática da actividade, pois está em causa a vida humana.
“Já morreram muitas pessoas nessas falsas clínicas. Há hospitais e postos médicos de referência aos quais as pessoas devem recorrer, até porque são gratuitos. Os falsos médicos e enfermeiros cobram consultas e muitas vezes aceleram a morte das pessoas. Isto é triste”, frisou.

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