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25/06/2012 - Semana Informática Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Contactless e NFC guiam mercado de smartcards

Por: Luísa Dâmaso

O sector da banca reconhece que tem de avançar tecnologicamente, mas no actual cenário económico admite ponderar ao cêntimo os investimentos.

Mobile payments, NFC, contactless, transacções de baixo valor, smart ticketing, segurança, SEPA, loyalty e gift cards foram os temas que marcaram a 10.ª edição do Congresso Anual de Cartões e Meios de Pagamento – SmartCards. Organizado pela IFE – International Faculty for Executives, o evento reuniu cerca de 200 pessoas durante dois dias.

Os responsáveis das várias instituições presentes reconheceram que está em marcha um processo histórico no que respeita aos meios de pagamento. Os cartões de pagamento são o instrumento de pagamento electrónico mais comum e utilizado na União Europeia e a banca vê neste facto uma oportunidade para dinamizar o seu negócio, chamando a este meio de pagamento mais transacções, sobretudo de baixo valor.

Neste ponto, a mobilidade e a NFC são elementos incontornáveis, mas os bancos estão conscientes de que os investimentos envolvidos para montar um ecossistema tecnológico que suporte este cenário «são incomportáveis», devendo por isso evoluir noutro sentido, ou seja, iniciar o processo com o contactless.

Ana Ribeiro, coordenadora da Unidade de Produtos Co-Branded da Direcção de Meios de Pagamento da Caixa Geral de Depósitos, responde positivamente a este cenário e identifica a utilização de cartões inteligentes sem contacto como a primeira fase para chegar à tecnologia NFC. Também Paulo Almeida, responsável pela área de meios de pagamento no Banif, encara o contactless como o passo a seguir neste momento. «Os custos associados à NFC afastam neste momento qualquer projecto nesta área, o que torna o contactless a opção mais atractiva a curto prazo».

Ana Ribeiro acredita que o contactless terá uma lógica de maior usabilidade, mas reconhece que os mobile payments através de NFC irão proporcionar uma nova experiência de compra, que a seu tempo será profícua não só em termos de receitas mas também de novas parcerias entre a banca e outros actores do circuito económico.

«O contactless poderá ser interessante do ponto de vista do negócio, e tecnologicamente cria um ecossistema que traz valor a todos os intervenientes», afirma Mário Domingues, responsável pela área de cartões Visa e MasterCard no Millennium BCP.

Este cenário de inovação coloca os bancos numa rota de fidelização dos clientes, que envolve a gestão de expectativas e a melhoria da experiência de compra. No entanto, para que os clientes respondam positivamente a este novo contexto de pagamentos, o responsável pelo núcleo de meios de pagamento no Banif diz que é essencial passar ao cliente e ao mercado o valor e a segurança das transacções, caso contrário, será uma tentativa de evolução morta à partida.

A SIBS garante que actualmente Portugal já reúne as condições técnicas para a implementação de terminais que aceitem contactless e para a emissão de cartões com esta tecnologia. Mas diz que o lançamento no mercado desta tecnologia depende dos planos de comercialização dos bancos emissores e dos aceitantes.

Os operadores encaram esta evolução do sector de pagamentos como uma oportunidade. João Santos, product manager & innovation da Optimus, aponta a utilização massiva de smartphones como um ponto de viragem na experiência de utilização de telemóveis, mas reconhece que a tecnologia NFC vai demorar algum tempo até atingir o seu tipping point. Embora admita que Portugal é «um país excepcional em termos de estrutura de pagamentos», este responsável apela ao entendimento entre operadores e banca. «A NFC é uma oportunidade para criar propostas de valor que respondam em pé de igualdade ao Google ou ao PayPal», afirma.

A par da evolução tecnológica, os decisores presentes no evento revelaram que a sua preocupação passa sempre por encontrar meios de maximização do negócio, optimização dos investimentos, rentabilização das operações, controlo do risco e fidelização de clientes.

E foi ao encontro destas expectativas que a IFE procurou ir ao convidar dois oradores internacionais para falar na primeira pessoa sobre projectos contactless implementados e bem-sucedidos. O banco catalão La Caixa mostrou o projecto de pagamentos de baixo valor contactless que pôs em marcha nas Ilhas Baleares e mostrou como está a estender a tecnologia às ATM, contando já com 500 máquinas operacionais na cidade de Barcelona. Do Reino Unido, Jim Bannerman, head of restaurant solutions da McDonald’s, trouxe o caso em estudo da cadeia de fast food McDonald’s, onde cerca de 50% das operações de pagamento são já asseguradas através da tecnologia contactless. De acordo com este responsável, mais do que instalar a tecnologia, as organizações devem garantir que ela trabalha e é robusta e devem formar o pessoal, cabendo depois ao cliente ditar a velocidade de adesão.

Segundo Ana Lourenço, coordenadora da conferência de SmartCards, a 10.ª edição do evento teve «um grande sucesso», com «experiências internacionais que foram, sem dúvida, uma mais-valia para a conferência deste ano», acrescentou a responsável.

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