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24/09/2012 - R7 / New York Times Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Idosos são presas fáceis para vigaristas


Grace, uma viúva de 81 anos do Colorado, perdeu recentemente todas as suas economias para ladrões de identidade que haviam roubado suas informações pessoais e financeiras. Ela tem conselhos sábios a qualquer um que receber ligações de estranhos.

"Sempre que disserem que você ganhou um prêmio e pedirem que envie dinheiro", disse ela, "desligue na cara deles. Eles mentem para você e dizem que você é um vencedor. Mas você não é".

O FBI adverte que "especialmente os cidadãos idosos devem ficar atentos contra esquemas de fraude", declarando: "Quem nasceu nas décadas de 1930, 40 e 50 geralmente foi criado para ser educado e confiar nas pessoas. Os vigaristas exploram essas características".

O roubo de identidade tornou-se a maior queixa de crime contra o consumidor nos últimos anos. A Comissão Federal do Comércio (FTC) relatou mais de 279 mil queixas em 2011, frente a 250 mil em 2010. A FTC inclui dados do FBI, órgãos policiais estaduais e grupos privados como o Better Business Bureau, que visa a melhoria das práticas do comércio.

Esses números são "provavelmente apenas a ponta do iceberg", afirmou Susan Grant, diretora de proteção ao consumidor da Federação de Consumidores da América, grupo de aproximadamente 300 organizações sem fins lucrativos. Não existe a exigência para uma centralização dos relatos, e muitas vítimas ficam envergonhadas demais para contar suas histórias tristes.

Na última primavera, Grace perdeu cerca de US$ 66 mil. Ela pediu que seu sobrenome não fosse divulgado, esperando limitar sua exposição nas "listas de otários" que os criminosos trocam e vendem uns aos outros.

Ao longo do ano passado, ladrões conseguiram obter o controle da conta bancária de Grace sem sua permissão, vinculando à conta o telefone deles para manter o acesso. Eles alegaram que ela havia ganhado US$ 4 milhões e uma Mercedes num sorteio da Publishers Clearing House. Então eles dobraram o prêmio fantasma para US$ 8 milhões e duas Mercedes. Os ladrões pediram que ela enviasse dinheiro para os "impostos federais" e "encargos alfandegários" sobre os carros.

"Eu pensei ter sido muito cuidadosa", explicou ela numa entrevista por telefone organizada pela AARP, a organização nacional de defesa dos idosos.

Ela disse aos ladrões que estava pronta para pagar diretamente esses custos. "Não, nós mesmos temos de cuidar disso", eles responderam, pedindo que ela enviasse o dinheiro. Quando ela tentou conferir ainda mais as informações, eles lhe disseram para ligar para pessoas que posavam de "advogados" em Nova York e "patrocinadores do concurso" em Washington antes de ceder e enviar o dinheiro.

O FBI diz que essa é uma história conhecida. "Há bastante tempo os criminosos vêm usando o nome da Clearing House, tentando enganar pessoas", afirmou Charles Pavelites, agente supervisor no Centro para Queixas sobre Crimes na Internet, do FBI. Ele acrescentou: "É difícil condenar os golpistas, e ainda mais difícil se eles estavam no estrangeiro e abriram contas para simular que estavam em Nova York".

Segundo Christopher L. Irving, executivo da Clearing House, as pessoas devem ficar atentas com pedidos de dinheiro usando o nome de sua empresa. "Se pedirem para enviar dinheiro, então não se trata da verdadeira Publishers Clearing House", garantiu ele. Ele acrescentou que a empresa relata todos os casos de possíveis fraudes ao banco de dados da FTC, com a permissão dos reclamantes.

O identificador de chamadas de Grace ainda mostra ligações da Jamaica, algo frequentemente usado pelos criminosos; hoje ela se recusa a atender às chamadas. Policiais do Colorado lhe informaram que provavelmente ela nunca recuperaria o dinheiro. Ela foi aconselhada a pedir um bloqueio de pedidos de suas informações pessoais e financeiras nas três maiores empresas de avaliação de crédito, Experian, TransUnion e Equifax, o que ela fez. Grace acredita que os ladrões obtiveram seu perfil originalmente de uma dessas empresas, fingindo precisar dos dados para uma proposta comercial.

Sua agência bancária recomendou que ela comprasse serviços antifraude da LifeLock, uma entre mais de 20 empresas concorrentes, que geralmente cobram uma taxa mensal para monitorar as avaliações de crédito e contas bancárias do cliente – e para informar o cliente de atividades suspeitas.

Existe um desacordo, entre especialistas, a respeito da utilidade desses serviços. "Eu não os contrataria", declarou Avivah Litan, especialista em segurança e fraude na divisão de consultoria tecnológica da Gartner. "Eu me preocuparia com o que eles não conseguem proteger", disse ela – por exemplo, roubos em contas de ações.

Cartões de crédito pessoais protegem seus clientes absorvendo todas as perdas do titular do cartão, menos US$ 50. Mas se você acabar devendo US$ 20 mil em compras fraudulentas no cartão, os monitores geralmente não cobrem sua perda, segundo Litan. Muitas vezes, eles pagam apenas as taxas legais.

Mas ela acrescentou: "Mas se você estiver realmente paranoico, não será ruim assinar um serviço antifraude".

Michelle Jun, advogada da União dos Consumidores em São Francisco, disse: "Nosso conselho aos consumidores é usar as ferramentas que já são acessíveis e gratuitas", como bloquear o acesso sem senha às suas informações nas empresas de avaliação de crédito. "Os serviços de monitoramento de crédito geralmente chegam ao problema quando já é tarde demais", explicou Jun.

James Van Dyke, presidente da Javelin Strategy and Research, que patrocina uma pesquisa anual sobre fraudes de identidade, é mais favorável às empresas de monitoramento.

"Idosos costumam monitorar muito menos possíveis atividades não autorizadas em suas contas financeiras", disse Van Dyke. Muitas pessoas não ficam sabendo das más notícias até semanas ou meses depois, quando ouvem de seu banco ou empresa de cartão de crédito.

"Aqueles que identificam eles mesmos a fraude têm muito mais chances de perceber com mais rapidez e reduzir suas perdas", afirmou ele.

A Federação de Consumidores da América recentemente avaliou 20 serviços antirroubo de identidade, usando ícones de polegares para cima e para baixo, e apontando instâncias onde se percebeu a necessidade de alguma melhoria na proteção.

Segundo a Dra. Virginia Templeton, médica de família que é diretora executiva da Memory Care, uma clínica sem fins lucrativos em Asheville, Carolina do Norte, os aposentados muitas vezes são "pessoas independentes e ativas", que se tornam vítimas devido a questões cognitivas quando os processos do cérebro desaceleram com a idade.

Sylvia Easterling disse que sua mãe, uma professora aposentada e "mulher esperta" de 82 anos, que possui seu próprio apartamento na casa da filha, perdeu vários milhares de dólares num esquema de fraude – e estava prestes a perder muito mais.

Foi a segunda vez em sua família. A filha havia participado de oficinas sobre fraude na clínica Memory Care quando seu pai foi vítima pouco tempo antes de morrer. Ela ficou desconfiada quando percebeu que sua mãe vinha recebendo um grande volume de ligações.

Ela ouviu algumas das conversas. Em uma delas, uma mulher "dizia coisas que considero completamente estarrecedoras. Pude ouvir algumas preces", contou ela. Houve também conversas sobre um prêmio de US$ 25 milhões e sobre enviar dinheiro para impostos de renda. Os ladrões tinham o número de segurança social de sua mãe.

Uma vez alertada, Easterling conseguiu interceptar um envelope da Fedex contendo US$ 12 mil em dinheiro, que sua mãe estava enviando a um endereço em Illinois. A mãe pediu para não ter o nome divulgado.

"Ela não entende como isso aconteceu", explicou Easterling. "Ela está perplexa e envergonhada."

Sid Kirchheimer, o colunista de "alerta contra fraude" para o boletim online da AARP, sugeriu algo para dificultar o trabalho dos ladrões de identidade. Segundo ele, os idosos devem deixar seus cartões do Medicare guardados em casa.

"Não carregue o cartão em sua carteira", disse ele. "Faça uma cópia e rasure alguns dos números de segurança social impressos. Quando encontrar com seu médico no consultório, e ele tiver seu número nos arquivos, você pode mostrar sua carteira de habilitação como identidade."

Kirchheimer selecionou dicas de vendedores de carros, faz-tudo, vigaristas, delatores corporativos e outros com conhecimentos especializados para o livro "Scam-Proof Your Life", publicado em 2006. Numa entrevista por telefone, ele advertiu: "Meu principal conselho é não confiar em ninguém".

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Comentários


Autor e data do comentário: Rafael - 01/10/2012 05:34

Olá pessoal, td bem? Tem um site na internet para buscar números estranhos que ligam para a gente. As vezes pessoas já deixaram comentários e descreveram a mesma situação ou quem poderia estar nos ligando.
O site é: http://www.tellows.com.br/



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