Monitor das Fraudes - O primeiro site lusófono sobre combate a fraudes, lavagem de dinheiro e corrupção
Monitor das Fraudes

>> Visite o resto do site e leia nossas matérias <<

CLIPPING DE NOTÍCIAS


ÚLTIMOS TREINAMENTOS DE 2017 SOBRE FRAUDES e DOCUMENTOSCOPIA

Veja aqui a programação dos últimos treinamentos sobre Falsificações e Fraudes Documentais (16/11) e sobre Prevenção e Combate a Fraudes em Empresas (30/11).

Acompanhe nosso Twitter

25/06/2012 - Bom Dia Sorocaba Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Evite fraudes com o seu cartão de crédito

Por: Carol Rocha

Crimes com clonagem têm diminuído, mas golpes no comércio eletrônico aumentam; veja como se prevenir.

O número de tentativas de fraudes virtuais envolvendo cartão tem crescido. Mas o número de golpes concluídos está caindo, segundo dados da empresa FControl, que atua no controle de risco e soluções antifraude no comércio online.

De 2010 para 2011, as tentativas de fraude passaram de 2,38% para 3,63% e, neste ano, subiram para 3,88%. Porém, o prejuízo para o comércio caiu de 0,54% em 2010 para 0,24% em 2012 (de janeiro a maio), segundo a FControl.

A informação é confirmada pela Abecs (Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços). Embora não tenha dado estatístico, a entidade diz que as fraudes com “cartão presente” têm diminuído graças à implantação do chip nos cartões brasileiros. De acordo com a entidade, esse tipo de plástico representa hoje cerca de 85% das transações no país, nível que os Estados Unidos esperam ter apenas em 2015.

“Mas o chip só é 100% seguro a partir do momento em que todo o sistema usa. Enquanto tivermos cartão sem chip, as fraudes ainda vão ocorrer porque é possível clonar apenas a parte magnética do cartão e usá-lo normalmente, já que as máquinas aceitam os dois tipos de plástico”, explica Lorenzo Parodi, especialista em combate a fraudes. “Na França, não existe cartão sem chip. Por isso, essa fraude não ocorre lá”.

Segundo o especialista, o custo para universalizar o chip no Brasil é alto e, por isso, as empresas ainda não tomaram essa decisão. O advogado Rodolfo Bustamente teve seu cartão de débito clonado. Só percebeu quando tentou usá-lo em uma loja de conveniência e não conseguiu. Ele entrou na Justiça contra o banco alegando danos morais e ganhou a ação e uma indenização de R$ 5 mil.

Novo golpe/ O meio eletrônico é o que mais cresce entre as formas de acesso bancário, e as fraudes já são o principal tipo de crime virtual cometido no Brasil. Em 2011, 54 milhões de pessoas acessaram suas contas pela internet, 92% a mais do que os 28 milhões que usaram o serviço em 2002. A entrada desses clientes ainda pouco familiarizados com os sistemas de compra on-line e de comércio eletrônico facilita a ação dos cibercriminosos, diz Jorge Krug, do comitê de prevenção e segurança da Abecs.

Com a dificuldade imposta pelo chip, os golpistas têm migrado para outra modalidade de crime. Segundo a Abecs, tem aumentado o número de golpes nas transações com “cartão não presente” (feitas por telefone e internet). Nesses casos, é comum o usuário ser induzido a fornecer os seus dados, que mais tarde serão usados para transações fraudulentas. O golpe mais comum é o “phishing”: envio de e-mails falsos, com promoções ou cadastros, que levam a vítima para outro ambiente online e solicitam os dados do cartão.

Segundo Parodi, embora as empresas tenham adotado práticas mais seguras nas vendas pela internet, ainda há brechas. “Algumas empresas, por exemplo, exigem que a compra seja enviada para o mesmo endereço da fatura. Mas eu posso alegar que sou turista, estou no país e quero fazer compras. A empresa não vai recusar a venda”, diz.

Para fazer compras na internet ou pelo telefone, basta o número do cartão, o código de segurança, que geralmente fica impresso na parte de trás do plástico, e alguns dados do titular. Ou seja, é um sistema ainda frágil. Por isso, a principal recomendação é não divulgar esses dados para desconhecidos e só fazer compras em sites confiáveis, que tenham idoneidade.

Nas compras feitas com o cartão físico, é importante nunca largar o plástico sozinho. Nos postos de gasolina ou nas lojas, por exemplo, não deixe o atendente levar o cartão para passar na máquina longe do cliente. “Os postos de gasolina são onde mais se clonam cartões”, diz Parodi.

Para especialista, legislação específica poderia inibir crimes

A falta de uma legislação que caracterize o crime virtual incentiva os criminosos. Para o especialista em direito digital Rony Vainzof, sócio do Ópice Blum Advogados, faltam leis que criminalizem a invasão domiciliar de computadores e a disseminação de códigos maliciosos. Ele explica que fraudes na internet podem ser enquadradas em pelo menos três tipos de crime: interceptação de dados, falsidade ideológica e estelionato. Segundo a Polícia Federal, em 2011 foram cumpridos 110 mandados de prisão preventiva e 145 mandados de busca e apreensão contra grupos de cibercriminosos.

Segundo pesquisa realizada pela fabricante de antivírus Norton, os crimes virtuais levaram a um prejuízo de US$ 63,3 bilhões para o país no ano passado. Deste total, US$ 15,3 bilhões se referem ao custo dos bens e da resolução dos problemas causados pelos ataques, incluindo fraudes bancárias online, que, segundo a empresa, são o principal motivo das invasões a computadores no país atualmente.

Para os bancos, o aumento das fraudes virtuais se reflete em um custo operacional maior. De acordo com Gustavo Roxo, sócio da consultoria Booz & Company, o valor das perdas operacionais com fraudes bancárias se equipara ao de perdas internas e às originárias de ações trabalhistas.

Com o objetivo de reduzir esses gastos, as instituições investem anualmente R$ 2 bilhões em sistemas de segurança eletrônica, segundo a Febraban. Levantamento da Frost & Sullivan mostra que a receita das empresas de segurança da informação deve crescer 14% nos próximos quatro anos no Brasil, totalizando US$ 460 milhões em 2016.

MAIS
Reclamações contra bancos aumentam

As reclamações sobre falhas bancárias no Procon-SP, que incluem possíveis vítimas de fraudes, cresceram 26% no primeiro trimestre de 2012. Falha bancária em transações eletrônicas aparece em terceiro.

324 mil cibercrimes foram registrados pela PF no ano passado.

Prejuízo ultrapassa R$ 15 milhões em 2011
Segundo a Polícia Federal, o prejuízo causado por estes grupos de cibercriminosos é estimado em mais de R$ 15 milhões somente em danos contra a Caixa.

Faltam dados oficiais sobre as ocorrências
Não há dados oficiais sobre o número de fraudes envolvendo cartão de crédito no país. “No setor de fraude é difícil ter números. Muitos casos também não são denunciados”, afirma o especialista em fraudes Lorenzo Parodi.

Segundo a assessoria do Deic (Departamento de Investigações sobre Crime Organizado), o boletim de ocorrência não registra a especificação do crime e, por isso, não é possível ter estatísticas sobre o tema. A estimativa mais recente da Febraban (Federação Brasileira dos Bancos) é do primeiro semestre do ano passado, quando as perdas com fraudes bancárias por meio eletrônico chegaram a R$ 685 milhões, valor 36% maior do que no mesmo período de 2010. Os dados não incluem danos com a clonagem física de cartões.

O site Monitor das Fraudes, idealizado por Parodi, tem uma forma própria de mensurar o número de fraudes no país, com base em reportagens veiculadas pela imprensa. Segundo o especialista, as matérias sobre clonagens de cartões passaram de 353, em 2009, para 580, em 2010.

A quantidade de cartões clonados, ainda segundo as reportagens, saltou de 13.718 para 21.229 no mesmo período. O número de pessoas presas passou de 718, em 2009, para 1.121, em 2010. A quantidade de “chupa-cabras” (dispositivo usado para clonar cartões) apreendidos passou de 158, em 2009, para 287, em 2010. Parodi ainda contabilizou os dados de 2011.

Página principal do Clipping   Escreva um Comentário   Enviar Notícia por e-mail a um Amigo
Notícia lida 135 vezes




Comentários


Nenhum comentário até o momento

Seja o primeiro a escrever um Comentário


O artigo aqui reproduzido é de exclusiva responsabilidade do relativo autor e/ou do órgão de imprensa que o publicou (indicados na topo da página) e que detém todos os direitos. Os comentários publicados são de exclusiva responsabilidade dos respectivos autores. O site "Monitor das Fraudes" e seus administradores, autores e demais colaboradores, não avalizam as informações contidas neste artigo e/ou nos comentários publicados, nem se responsabilizam por elas.


Patrocínios




NSC / LSI
Copyright © 1999-2017 - Todos os direitos reservados. Eventos | Humor | Mapa do Site | Contatos | Aviso Legal | Principal