Monitor das Fraudes - O primeiro site lusófono sobre combate a fraudes, lavagem de dinheiro e corrupção
Monitor das Fraudes

>> Visite o resto do site e leia nossas matérias <<

CLIPPING DE NOTÍCIAS


Acompanhe nosso Twitter

21/09/2012 - RTP Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Falsos currículos agastam o ministro da Saúde

Por: Paula Rebelo e Eduardo Caetano

Alguns diretores executivos nomeados pelo ministro da Saúde terão apresentado currículos onde ostentam graus académicos que não possuem, mas, apesar de serem qualificados como lapsos pela ARS, o certo é que estão a incomodar Paulo Macedo.

A nomeação da Administração Regional de 21 diretores executivos de centros de saúde do Norte há meses que irritam o Ministro da Saúde. Paulo Macedo pediu à Comissão de Recrutamento e Seleção para a Administração Pública para avaliar as nomeações da ARS que ele despachou. Mas sem competências na matéria a comissão nada pode fazer.

A questão foi tratada com o Ministério das Finanças e agora todas as seleções das Administrações regionais têm de passar pelo crivo da comissão independente. O problema é que não tem efeitos retroativos por isso a polémica com as nomeações a norte mantêm-se e começa logo com as filiações partidárias PSD/CDS.
Diretora executiva do ACES Porto Oriental, enfermeira Maria Dulce da Silva Pinto, nomeada com a designação de Mestre,mas na súmula surricular apenas refere ter terminado a primeira parte do mestrado (curricular) solicitada para esclarecer um doutoramento apontado, não respondeu.

Francisco Félix Pereira, diretor executivo do ACES Barcelos/Esposende, refere na súmula curricular reservada à formação académica um mestrado em Gestão das Organizações – Ramo de Gestão de Empresa, verificando-se nunca ter feito a dissertação da tese sendo omissa a conclusão da respetiva componente curricular.

Camilo Alves da Mota, diretor executivo do ACES de Vale de Sousa Norte, alude no currículo a um internato de especialidade de cirurgia geral realizado no Hospital Distrital de S. Pedro em Vila Real entre 1985 e 1986. Ora,de acordo com o que o público averiguou, este internato tem a duração obrigatória de seis anos.

Miguel Ângelo Portela, diretor executivo do ACES Aveiro Norte, é um técnico especialista de analises clínicas e saúde pública, que se apresentou como professor regente de três cadeiras na Escola Superior de Saúde Jean Piaget. No meio académico professor regente é uma designação reservada apenas a docentes detentores de doutoramento. Não confirmou a existência deste grau académico.

“Não têm qualquer experiência na área da saúde. É confrangedor. Os currículos que apresentam e que são publicados são uma carreira política que vem das juventudes partidárias, que vão ascendendo, que vão para assessores de presidentes de câmara”, como disse à RTP, Arnaldo Araújo dirigente do sindicato dos Médicos do Norte.

“Não houve qualquer discriminação em termos partidários”, garantia Castanheira Neves, presidente da ARS norte ao jornal da tarde do passado dia 2 de agosto.

Agora currículos imprecisos de mais nomeados reforçam a polémica.

Mestrados ou doutoramentos que os nomeados não possuem, internatos incompletos e até especialistas em áreas não reconhecidas. E são pelo menos 5 assim publicados em Diário da república. Lapsos decorrentes de sínteses curriculares, garantiu a ARS que não nega o afastamento de uma das diretoras por falsas habilitações.

Um imbróglio que para a Ordem dos Médicos envergonha o sistema.

“As nomeações obviamente deveriam ser revistas e deviam ser revistas e cumprido aquilo que é legislação. Isto é, para determinado tipo de cargos devem ser nomeadas pessoas que têm uma experiência naquilo que vão Fazer”, defendia Miguel Guimarães, Presidente do Conselho Regional do Norte da Ordem dos Médicos.

Esta contratação a termo de diretores fora dos quadros do serviço nacional de saúde vai ainda custar segundo os sindicatos mais de 500 mil euros ano ao erário público.

A polémica das nomeações já foi denunciada pela Federação nacional dos médicos ao chefe da missão permanente da troika em Portugal.

Tudo começou há dois meses com uma denúncia dos sindicatos do setor e tornou-se mais visível há uma semana quando a ARS denunciou que o curriculum da diretora executiva do Agrupamento de Centros de Saúde Grande Porto I, Santo Tirso/trofa, Custódia Vilela de Magalhães, continha inexatidões o que arrastou a visada a pedir o afastamento.

Página principal do Clipping   Escreva um Comentário   Enviar Notícia por e-mail a um Amigo
Notícia lida 511 vezes




Comentários


Nenhum comentário até o momento

Seja o primeiro a escrever um Comentário


O artigo aqui reproduzido é de exclusiva responsabilidade do relativo autor e/ou do órgão de imprensa que o publicou (indicados na topo da página) e que detém todos os direitos. Os comentários publicados são de exclusiva responsabilidade dos respectivos autores. O site "Monitor das Fraudes" e seus administradores, autores e demais colaboradores, não avalizam as informações contidas neste artigo e/ou nos comentários publicados, nem se responsabilizam por elas.


Patrocínios




NSC / LSI
Copyright © 1999-2017 - Todos os direitos reservados. Eventos | Humor | Mapa do Site | Contatos | Aviso Legal | Principal