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03/04/2006 - Correio Braziliense Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Nem Bancos escapam das Fraudes

Por: Edna Simão


Todo cuidado é pouco na hora de pegar dinheiro emprestado. O clássico “conto do vigário” ainda atormenta a vida de cidadãos mais desinformados. Uma quadrilha tem feito anúncios falsos em emissoras de rádio e televisão, oferecendo empréstimos em nome de tradicionais bancos e financeiras. A prática já deixou vítimas em 14 estados e no Distrito Federal. Normalmente, na publicidade, os fraudadores pedem que os consumidores telefonem para um determinado número. Mas para que o dinheiro seja liberado, as supostas atendentes pedem que seja feito um depósito bancário de até 10% do valor empréstimo requisitado como garantia da operação. As pessoas fazem o depósito, mas jamais vêem a cor do dinheiro esperado. Quando resolvem recuperar o prejuízo, não encontram mais os rastros dos criminosos.

Nos anúncios falsos levantados pela polícia e pelo Banco Central, são oferecidos empréstimos de R$ 6 mil a R$ 100 mil com prazo de pagamento que varia de 12 a 180 meses. Os juros cobrados são de 10,2% ao ano — abaixo da taxa básica (Selic), de 16,50% ao ano, que serve de parâmetro para todas as demais taxas de juros da economia. É justamente esse atrativo que leva as pessoas a caírem na armadilha. Os falsários pedem, no entanto, o depósito antecipado da Taxa de Abertura de Crédito (TAC), de R$ 385, além de 3,5% a 10% do valor de empréstimo como garantia da operação. As instituições mais usadas pelos criminosos são a Cooperativa de Crédito dos Bancários de São Paulo e Municípios Limítrofes (Bancredi), o Banco Arbi e o Banco BBM. Os falsários optam por bancos menores, pois, normalmente, eles têm atuação limitada em poucos estados. Fica, portanto, mais fácil dar os golpes sem que haja grandes incômodos.

A descoberta das falcatruas leva tempo. Mas tão logo as instituições descobrem que estão tendo seus nomes usados em golpes, comunicam a ocorrência ao Banco Central, à Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e à Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert). Apesar disso, o mal já está feito. Os consumidores são os principais prejudicados, pois jamais conseguirão resgatar o dinheiro surrupiado. Também saem no prejuízo as emissoras de rádio e televisão e os jornais que fazem a propaganda dos falsários, pois não recebem pelos anúncios. Para os bancos, o principal dano é na imagem, um problema sério pois o principal ativo de uma instituição financeira é sua credibilidade.

Prejuízo certo

O presidente da Bancredi, Gilmar Carneiro, diz que entregou um dossiê sobre o caso ao BC. Mas o problema continua. Ele conta que os golpes com o nome da Bancredi começaram no ano passado e, apesar de a instituição estar autorizada a operar em apenas 33 municípios do estado de São Paulo, as falcatruas estão disseminadas pelo país. “Os falsários fazem propaganda enganosa. Até pessoas com nível universitário acabam caindo nos golpes”, ressalta Carneiro. O tesoureiro da Bancredi, Washington Batista Farias, acrescenta que as investigações policiais sobre o assunto estão avançadas, mas, dificilmente, o cliente terá seu dinheiro de volta. Ele diz ainda que o perfil das pessoas que caem nos golpes são de boa índole e, normalmente, são enganadas pelo desespero em receber os empréstimos.

O Banco Arbi, que opera por meio da rede de 22 lojas da Servicash, oferece empréstimos consignados para aposentados e pensionistas do INSS, servidores públicos e empresas privadas. Tem ainda a linha de empréstimo pessoal convencional no estado do Rio de Janeiro. “Apesar de todos os alertas, continuam usando o nosso nome em vão”, diz o diretor-executivo da instituição, Luis Fernando Pessôa. Para ele, os criminosos acabam se aproveitando da postura agressiva dos bancos e financeiras tradicionais para chamar a atenção do público sobre um determinado produto. “As facilidades criadas pelo mercado para capturar clientes criam oportunidades para roubos”, desabafa.

O Banco BBM, que atua nos municípios de São Paulo, Campinas, Salvador, Belo Horizonte e Porto Alegre optou por fazer uma ampla campanha de esclarecimento para coibir a ação das quadrilhas. A filial de Salvador divulgou um comunicado relevante pela internet para informar sobre o golpe que estava sendo feito contra a população por meio do uso fraudulento do nome da instituição. “Trata-se, sem dúvida, de mais um episódio de deslavada fraude, obra de estelionatários com a finalidade de obtenção de lucros indevidos em prejuízo da população e do Banco BBM”, alerta o comunicado. O banco informa que está tomando todas as providências cabíveis junto ao Conselho Nacional de Auto-Regulamentação Publicitária (Conar), ao BC e à polícia.

O grande segredo para não cair nesse tipo de golpe, dizem técnicos do Banco Central, é a informação. Eles recomendam que as operações seja feitas diretamente nas instituições financeiras, nunca por telefone. Segundo a Bancredi e o Banco Arbi, os empréstimos a seus clientes são feitos pessoalmente, sem a exigência de depósitos em outras instituições como garantia.

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