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19/09/2012 - Agência Financeira Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Meios de pagamento: perdas devem-se a bancos assumirem tudo

Em Espanha não causam prejuízo financeiro ao sistema financeiro como em Portugal».

O presidente da Unicre, Fernando Adão da Fonseca, afirmou esta quarta-feira que o prejuízo dos meios de pagamento em Portugal deve-se essencialmente ao facto dos bancos assumirem os custos na totalidade.

Adão da Fonseca falava na comissão de Economia e Obras Públicas, no âmbito de um requerimento do PSD sobre o sistema de pagamentos eletrónicos utilizando os cartões de débito e de crédito.

O valor das taxas cobradas nas transações a crédito e a débito, que os comerciantes acusam de ser elevado, é um tema que já é discutido há muito tempo, mas que voltou a estar na ordem do dia na sequência do anúncio do Pingo Doce de que a partir deste mês só aceita pagamentos com cartão nas suas lojas em compras acima dos 20 euros.

«Em Portugal o prejuízo dos meios de pagamento em Portugal é provocado essencialmente pelo facto dos bancos assumirem na totalidade os custos», disse o líder da Unicre, empresa especializada na gestão e emissão de cartões de pagamento.

Adão da Fonseca apresentou aos deputados um estudo do Banco de Portugal (BdP) sobre instrumentos de pagamento de retalho em Portugal, datado de 2007, que aponta que o total de proveitos líquidos das instituições de crédito era de 417 milhões de euros negativos.

Segundo este estudo, o levantamento em numerário em ATM representava custos de 196 milhões de euros, enquanto os proveitos eram de 8 milhões, o que corresponde a proveitos líquidos negativos de 188 milhões de euros.

No caso dos cartões de pagamento, os custos eram de 575 milhões de euros, os proveitos ascendiam a 538 milhões de euros, com proveitos líquidos negativos de 37 milhões de euros.

Adão da Fonseca adiantou que o BdP está a atualizar o estudo, com base em 2009, que deverá ser divulgado em breve, mas «o panorama não se altera substancialmente» em relação ao anterior.

O líder da Unicre sublinhou que os «meios de pagamento em Espanha não causam prejuízo financeiro ao sistema financeiro como em Portugal» e recordou o acordo assinado no país vizinho para que as taxas cobradas nas transações com cartões de débito e crédito baixassem.

No âmbito deste abaixamento das taxas em Espanha, foi negociado o pagamento de uma taxa pelos consumidores nos levantamentos de dinheiro nas caixas ATM que não sejam do mesmo banco do cliente.

Ou seja, apenas não pagam taxas se levantarem dinheiro nas caixas automáticas do seu banco.

Adão da Fonseca lembrou que em Portugal foi proibido «cobrar fosse o que fosse ao utilizador do cartão».

Segundo dados apresentados pelo líder da Unicre durante a sua audição, e citando dados do Blue Book BCE 2010, os levantamentos em dinheiro nas ATM em Portugal representam cerca de 21 por cento do total das transações, em termos de número.

Aqui, os cartões de pagamento têm a maior fatia, com um peso de 53 por cento, os débitos diretos representam 11 por cento, as transferências a crédito 9 por cento e os cheques 6 por cento.

Por valor das transações, as transferências a crédito pesam 79 por cento, os cheques 14 por cento, os cartões de pagamento 3 por cento, enquanto os débitos diretos e levantamentos na ATM valem 2 por cento cada um.

Adão da Fonseca apontou que «a Unicre tem uma margem pequena», o que «fica para a Unicre é 0,01 por cento».

No ano passado, a conta de exploração acquiring Unicre regitou proveitos de 182,9 milhões de euros e custos de 182,7 milhões de euros negativos.

Segundo a informação, os custos transacioniais foram de - 155,7 milhões de euros e os custos de estrutura ascenderam a - 27 milhões de euros. O resultado antes de impostos foi de 200 mil euros.

Em relação ao abaixamento das taxas cobradas nas transações com cartões, Adão da Fonseca disse que a Unicre está em permanente diálogo com o comércio, adiantando que está previsto uma redução para os próximos três anos.

«Temos uma excelente relação com o Pingo Doce e com todas as instituições».

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