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19/09/2012 - Boa Informação / PC World Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Empresas precisam ter cuidado com os falsos "curtir" e outras fraudes

Por: Brad Chacos


Para atrair usuários, empresas pagam por reviews positivos e falsos “curtir” em redes sociais na tentativa de popularizar a marca e lucrar cada vez mais

Enquanto as redes sociais continuam a crescer, empresas estão lutando para atrair a atenção do cliente e convertê-la em dinheiro. Algumas companhias, no entanto, não têm medo de apelar para métodos desonestos para ampliar o reconhecimento de sua marca. A Gartner Research previu que 10 a 15% de todas as análises de mídia social até o final de 2014 serão críticas falsas pagas por anunciantes inescrupulosos.

O estudo sugere que a maioria dos comentários pagos não divulga a relação do crítico com o avaliado, o que poderia colocar ambas as partes em uma situação legalmente complicada. Na verdade, a Gartner espera que pelo menos duas empresas Fortune 500 sejam processadas pela Comissão Federal de Comércio (FTC) pela tentativa de burlar o sistema social, ao longo dos próximos dois anos.

“Muitos comerciantes adotaram a estratégia de pagar por reviews positivos com dinheiro, cupons e promoções incluindo “gostei” em vídeos no YouTube, a fim de atrair o interesse de visitantes para o site, na esperança de aumentar as vendas, fidelizar clientes e suporte ao cliente “, disse o analista da Gartner, Jenny Sussin, em um comunicado à imprensa.

Por que fingir?

As empresas estão determinadas a gerar uma reputação positiva online, mesmo que isso signifique enfrentar a ira da FTC. Usuários de redes sociais desenvolvem maior confiança em uma marca quando vêem “likes” numerosos ou críticas favoráveis ​​de amigos, de acordo com o relatório “Fator Confiança” (Trust Factor, em inglês) do site About.com. Essa confiança pode se traduzir em dinheiro.

As redes sociais estão experimentando novas maneiras de ganhar dinheiro – e alguns desses métodos são mais benéficos para empresas que já fizeram um grande número de pessoas interagir com a marca. Por exemplo, os anunciantes do Facebook podem comprar anúncios que promovem a empresa para os amigos de usuários que “curtiram” a página da marca, ampliando seu alcance potencial.

Empresas como a Ad.ly e a PaidPerTweet já pagam influenciadores sociais com grandes bases de seguidores para postarem tweets sobre produtos promocionais – muitas vezes sem revelar o patrocínio. O Facebook recentemente começou a banir os “curtir” falsos da rede após uma empresa se queixar de que 80% do “curtir” que recebeu em uma campanha publicitária veio de bots. Pouco tempo depois, a rede social de Zuckerberg admitiu que mais de 80 milhões de suas contas eram falsas.

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