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16/10/2007 - Portal Terra Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Polícia americana colabora nas investigações contra brasileiros acusados de fraude


A polícia dos Estados Unidos colabora nas investigações contra cinco brasileiros diretores de empresa multinacional envolvida em um sofisticado esquema de fraudes e sonegação de impostos no Brasil. O esquema foi desmontado hoje (16) em operação conjunta da Receita Federal do Brasil, Ministério Público e Polícia Federal.

De acordo com a delegada da Polícia Federal Érika Tatiana Nogueira, as polícias do Brasil e dos Estados Unidos já trocam informações para que seja possível prender os suspeitos e apurar a participação da matriz. "É inevitável chegar à matriz", disse a delegada em entrevista coletiva para detalhar a Operação Persona, que indiciou 44 pessoas e prendeu 40.

Como as investigações correm em segredo de Justiça, não foram revelados os nomes das empresas envolvidas nem das pessoas presas. Sabe-se apenas que o diretor-presidente da multinacional no Brasil está entre os detidos.

Além das prisões, foram apreendidos em espécie US$ 290 e R$ 240 mil; US$ 10 milhões em mercadorias; um avião e 18 veículos.

Dos indiciados, 28 são de São Paulo e Santos; oito de Salvador; quatro de Campinas (SP); dois de Ilhéus (BA) e dois do Rio de Janeiro.

De acordo com o coordenador-geral de investigação da Receita Federal do Brasil, Gerson Schaan, impressionou a sofisticação e a inteligência do esquema montado para driblar o fisco. "O esquema é extremamente complexo. É um avanço em termos de esquemas já identificados anteriormente", disse.

Segundo Schaan, a Receita dispõe de "um vasto material" que comprova o crime.

O investigador contou que a multinacional e a sua distribuidora no Brasil comandavam o crime que envolvia mais de 30 empresas, algumas de fachada e outras de clientes que também eram cúmplices.

Eles são acusados de criar notas frias e sonegavam impostos. De um lado, subfaturavam produtos com uma elevada carga de impostos. Do outro, superfaturavam os softwares, já que não há carga tributária. Com isso, conseguiam baratear em até 70% o preço final da mercadoria.

As estimativas são de que, dessa maneira, a empresa trouxe para o Brasil, nos últimos cinco anos, US$ 500 milhões.

Segundo os cálculos da Receita, se entrasse de maneira honesta, essas mercadorias custariam US$ 1 milhão.

Ele disse que as investigações continuam.

O próximo passo da investigação é se havia clientes dessa multinacional que segundo a Receita são muitos aqui no Brasil que também participavam do esquema.

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